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Saúde Sociedade médica condena método que faz o bumbum crescer sem praticar exercícios

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Técnica chamada de “pump” glúteo promete substituir exercícios e levantar o bumbum. (Crédito: Reprodução)

A menos de 150 dias para o verão, uma técnica para lá de inusitada tem atraído mulheres que querem conquistar o famoso “bumbum na nuca”. De acordo com especialistas que realizam o tratamento, o “pump” glúteo (em inglês, bombear), feito com um aparelho que faz uma espécie de sucção nas nádegas, substitui uma série de 2 mil exercícios como agachamento. A Sociedade Brasileira de Dermatologia, no entanto, diz que uma drenagem linfática manual faz mais efeito.
Outras técnicas como a ultracavitação, a carboxiterapia e a criolipólise também têm sido procuradas por mulheres que querem um bumbum perfeito para o próximo verão. De acordo com a fisioterapeuta Marcelle Menezes Duran, basta uma sessão de pump glúteo para o resultado começar a aparecer. O tratamento custa 1,3 mil reais, valor correspondente a dez sessões.

“Esse aparelho trabalha com maior intensidade os grupamentos musculares do glúteo, promovendo maior ganho de força, resistência e definição muscular. O uso das ventosas estimula o tecido da região promovendo a circulação sanguínea, quebrando as células de celulite e modelando o glúteo”, afirma a fisioterapeuta.
Depois de uma avaliação, o tratamento é dividido em três fases: massagem modeladora, bombeamento – que dura cerca de meia hora – e corrente russa para tonificar.

Segundo a médica Valéria Campos, assessora do departamento de laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o “pump” glúteo ficou mais conhecido após ser disseminado através de vídeos na internet.

Ela conta que o mesmo aparelho já foi utilizado nas mamas e nos lábios, nos Estados Unidos, mas por falta de sucesso acabou caindo em desuso. “Esse aparelho nos glúteos é novidade. A chance de realmente substituir exercícios como agachamento é zero”, afirma. A médica explica que, para esse resultado, “teria que haver uma ação muscular, mas a máquina não atua no músculo”. “O aparelho provoca um inchaço, e a pessoa tem a falsa sensação de que o músculo cresceu. Eu não recomendaria nem usaria em mim”, garante Valéria. (AG)

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