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Brasil Bolsonaro sinaliza que não quer privatizar o setor elétrico, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal

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Declarações de Bolsonaro deixaram mercado em alerta. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, voltou a sinalizar ser contrário às privatizações do setor elétrico e de bancos estatais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Em entrevista à RecordTV, Bolsonaro disse que “botou na mesa” a questão para Paulo Guedes, economista que o assessora.

“Eu cheguei e disse: ‘Paulo, o que a gente precisa é de um dólar compatível, uma taxa de juros menor possível, pagar a dívida interna, privatizar alguma coisa, não é tudo. Vamos preservar aqui o setor elétrico, Furnas, Banco do Brasil, Caixa Econômica'”, contou o candidato à emissora.

O candidato se colocou ainda disposto a fazer parcerias com “países de primeiro mundo”, como por exemplo no setor minero-metalúrgico.

“Estamos prontos a fazer parcerias, nós não temos recursos para pesquisa na área mineral e quem diga até criar uma siderúrgica específica neste setor. Mas, com parcerias, o que nós temos de recursos naturais e com tecnologia deles dá para gente agregar valor naquilo que a gente está produzindo. Não dá pra gente continuar mandando para fora um navio de minério de ferro e receber em troca uma jangada de aço. Até porque estes recursos minerais tem uma vida útil, daqui a pouco não temos mais no Brasil”, disse o capitão.

Ações da Eletrobras

As declarações do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, sobre privatização e a reforma da Previdência pesaram nos negócios de quarta-feira (10), sobre ações de empresas que integram o conhecido “kit eleições”. Somado a isso, os mercados internacionais foram invadidos por uma onda de “aversão ao risco”, com a possibilidade de que o banco central americano tenha de acelerar o processo de aumento nas taxas de juros.

O dólar terminou a quarta cotado a R$ 3,7631, alta de 1,28% em uma mescla de mau humor com o cenário político e, sobretudo, impactado pelo cenário internacional, com dados mais fortes da economia americana e um movimento de alta dos Treasuries americanos.

As ações da Eletrobras chegaram a recuar 14,64% após o candidato criticar o processo de privatização da elétrica. “A gente vai vender para qualquer capital do mundo? Você vai deixar a nossa energia na mão da China? A gente pode conversar sobre distribuição, mas sobre geração não”, afirmou em entrevista à TV Bandeirantes na noite de terça. Ao final do pregão, as ações Eletrobras ON e PNB já haviam reduzido em boa parte as perdas e terminaram o pregão com quedas de 9,21% e 8,36%, respectivamente.

Também geraram mal-estar as declarações de Bolsonaro feitas sobre a reforma da Previdência. Depois de o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) ter afirmado que a reforma não estava no plano de governo de Bolsonaro, nem dos que o apoiam, o candidato do PSL defendeu fazer uma reforma “vagarosamente”, com redução da idade mínima para servidores públicos proposta pelo governo Temer, de 65 anos, para 61.

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