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Brasil O PT busca o apoio velado do Centrão para Fernando Haddad

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Haddad com a vice Manuela em campanha com centrais sindicais. (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Interlocutores do presidenciável Fernando Haddad (PT) procuraram partidos do Centrão para pedir apoio neste segundo turno. A proposta não é de uma aliança nacional, mas para que lideranças desses partidos peçam votos para o petista nos seus redutos eleitorais, sem aparecer nacionalmente ao lado dele. Dessa forma, avaliam que Haddad seria poupado de ter de explicar ao eleitor o que faz ao lado da “velha política”. Em troca, o PT estaria aberto a negociar espaços num eventual governo. Para o PP, o partido quer oferecer as pastas de Agricultura e Cidades. As informações são do jornal Estado de S. Paulo.

Amigo secreto

A ideia de ajudar a campanha de Haddad sem aparecer partiu de um cacique do próprio Centrão. Numa conversa com interlocutores do candidato, avisou: “A melhor maneira que eu posso ajudar é não aparecer”.

É pouco

Para atrair o apoio do DEM nos mesmos moldes, interlocutores de Haddad acenam com a presidência da Câmara para Rodrigo Maia. O presidente nacional da sigla, ACM Neto, vota em Jair Bolsonaro.

Salgado

Petistas graúdos dizem que, para apoiar Haddad, o PDT, de Ciro Gomes, pediu a Casa Civil, o Ministério do Planejamento, o comando do BNB, um ministério para Carlos Lupi, além da presidência do Senado para Cid Gomes. Deve levar só dois cargos.

A campanha de Haddad nega que esteja negociando cargos.

Fernando Haddad ainda não estabeleceu pontes diretas com interlocutores do mercado, mas integrantes do seu núcleo de campanha afirmam que não haverá surpresas. Argumentam que ele tem sido transparente até com suas propostas mais amargas, como tributar lucros e dividendos.

Adversário pede licença

Bolsonaro vai pedir licença do mandato de deputado federal até o final da campanha. Com o baixo índice de reeleição, deputados que voltaram ontem ao trabalho comemoravam: “Sobrevivemos”.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) procurou colegas do MDB. Quer engordar o número de apoiadores de Bolsonaro cercando os principais puxadores de votos nos Estados.

O presidente licenciado do PSL, Luciano Bivar, abriu diálogo com deputados que se elegeram em partidos barrados na cláusula de desempenho e que não terão dinheiro do fundo partidário. Ele diz acreditar que a bancada crescerá de 52 para pelo menos 60 até janeiro.

Fusões e movimentações na Câmara

Entre os 14 partidos políticos que vão perder acesso ao fundo partidário, está o PHS, cujo líder, deputado Marcelo Aro (MG), admite ter conversado com outros partidos para uma fusão, mas não revela quais.

Capitão Augusto (PR-SP) se lançou candidato a presidente da Câmara, dizendo que estará junto de Bolsonaro “pelo Brasil”. Só não avisou o presidenciável ainda.

O candidato derrotado ao Planalto, deputado federal Cabo Dacciolo (Patriota) já fez discurso no plenário da Câmara dizendo que Eduardo Cunha, Dilma Rousseff e Eunício Oliveira não seriam reeleitos, o que de fato ocorreu. Ele afirma que outros estão na sua lista de previsões , mas que “tudo ocorre no tempo de Deus”.

No cafezinho. Tucanos que não conseguiram renovar o mandato de deputado federal passaram o dia, ontem, culpando Geraldo Alckmin pelo infortúnio. Ao reencontrarem os colegas, explicavam que fizeram de tudo para ele parar de atacar Bolsonaro, mas a resposta era sempre que confiassem na estratégia.

Na véspera da eleição, o então candidato ao governo do Rio Romário reuniu-se com o prefeito da capital, Marcelo Crivella, que ofereceu declarar seu apoio publicamente. Romário agradeceu, mas achou melhor não.

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