Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de outubro de 2018
“Me ajuda! Me ajuda!”. O pedido de socorro foi feito pela universitária de Belo Horizonte (MG) Melissa Gentz à polícia de Tampa, na Flórida, nos Estados Unidos, após ser agredida no último dia 23. O ex-namorado, Erick Bretz, também mineiro, chegou a ficar preso por suspeita do crime e foi liberado após pagamento de fiança. As informações são do portal de notícias G1.
A gravação foi solicitada pelos advogados da estudante à polícia e será usada no processo. De acordo com a família da jovem, de 22 anos, ela teria desligado a chamada quando o ex-namorado, de 25, teria conseguido entrar no banheiro em que ela tentava se esconder.
No domingo (14), Melissa, que ainda está nos Estados Unidos, preferiu não dar entrevista. Na época da agressão, ela contou ao G1 que, para se livrar do namorado, entregou o celular e saiu correndo para a portaria.
Segundo ela, a polícia e uma ambulância foram, então, acionadas pelo porteiro do prédio. A chamada também foi solicitada pelos advogados de Melissa e, no áudio, é possível ouvir um homem dizendo que “uma jovem senhora apareceu na recepção, parece que ela foi agredida. Ela está chorando. Ela diz o que o namorado dela tentou matá-la”.
No último dia 30, os advogados de Erick Bretz nos Estados Unidos afirmaram que o jovem é inocente, que Melissa Gentz é a verdadeira agressora e que ela teria atacado Erick. Disseram, ainda, que ela será processada por ações caluniosas e difamatórias.
No domingo, afirmaram ao G1 que, com o exame cuidadoso das evidências, as acusações de Melissa estariam se mostrando falsas. De acordo com a defesa, a prisão do cliente se baseou apenas em relatos da ex-namorada, que seriam contrariados pelas provas físicas, já que a jovem alega ter sido atingida várias vezes no rosto, mas não apresentaria nenhum sinal de trauma no pescoço.
Ainda de acordo com os advogados, recentemente, um juíz negou um pedido de medida restritiva contra o rapaz. Segundo eles, na semana passada, a procuradoria do estado também retirou uma das acusações contra o mineiro, a qual classificam como a mais grave.
A agressão
Melissa contou ao G1 que no dia 23 de setembro estava na casa de Erick, em Tampa, na Flórida, e que eles assistiam a um filme, mas que o jovem começou a beber. A estudante falou que ele usa remédio para dormir e que não pode ser misturado à bebida alcoólica.
“Depois de um tempo ele começou a ficar agressivo. Pedia sem parar o meu celular. Ele ficou elétrico. Eu queria dormir porque no outro dia eu tinha aula. Eu queria ir embora e ele não deixava”, relembrou Melissa.
Melissa contou que Erick a empurrou várias vezes, prendeu a cabeça dela entre as pernas dele, pegou um vidro de soro fisiológico e virou no rosto de Melissa.
“Ele apertava o meu rosto, chutou o meu rosto, me puxou pelos cabelos pelo apartamento. Ele bateu a minha cara no chão”.
Com muito custo, Melissa conta que conseguiu se desvencilhar de Erick e correu para dentro do banheiro, mas ele arrombou a porta. “Para eu me livrar dele, eu entreguei o celular para ele e saí correndo para a portaria do prédio”.
Ela foi socorrida pela polícia e pela ambulância acionada pelo porteiro. Depois de medicada, no mesmo dia, à tarde, Melissa voltou ao apartamento de Erick para buscar os objetos pessoais. Ela estava acompanhada de dois policiais. O rapaz estava dormindo e recebeu voz de prisão.
Para sair da cadeia, Erick pagou uma fiança de US$ 60 mil dólares – o que equivalia a cerca de R$ 245 mil. O jovem entregou o passaporte para responder ao processo nos Estados Unidos.
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