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Brasil O PT pede à Polícia Federal que Bolsonaro seja investigado por suposta disseminação de conteúdo falso

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Jair Bolsonaro (E) e Fernando Haddad disputam o segundo turno da eleição presidencial. (Fotos: Reprodução)

A coligação O Povo Feliz de Novo, do candidato à Presidência Fernando Haddad (PT), pediu à PF (Polícia Federal) que a corporação investigue a campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e de seu vice, general Hamilton Mourão, pela suposta disseminação de conteúdo falso na internet. No documento, a coligação liderada pelo PT afirma que, apesar das tentativas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de tirar várias publicações do ar, as mentiras já se tornaram sistêmicas e dão a sensação de que, tanto a coligação como o Poder Judiciário, estão “enxugando gelo”.

Segundo o pedido de investigação, a sistematização dos conteúdos falsos mostra o possível envolvimento da campanha de Bolsonaro e Mourão na disseminação das notícias. “Ora, não é crível atribuir apenas à militância orgânica dos noticiados a capacidade de produzir e disseminar com tamanha eficácia todas as notícias falsas editadas em detrimento da coligação noticiante”, afirma a chapa de Haddad.

Suposta participação de agentes estrangeiros na campanha do PSL

Além de indicar a possível participação dos candidatos nos conteúdos falsos, o PT pede que a Polícia Federal investigue a suposta participação de agentes estrangeiros na campanha do PSL sem a devida declaração dos valores financeiros recebidos.

A coligação cita como exemplo a reunião entre Eduardo Bolsonaro, filho do candidato a presidente pelo PSL, e Steve Bannon, um dos responsáveis pela campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos. Outro ponto questionado pelo documento é a utilização indevida de uma rede coordenada de perfis e páginas voltados para divulgação da candidatura de Bolsonaro.

“Há uma empresa organizada capaz de gerenciar 144 páginas de internet, ocasionando mais de 20 milhões de interações em apenas um mês destinada a defender uma determinada candidatura e que não consta na prestação de contas das candidaturas de Bolsonaro e Mourão”, argumenta o pedido à Polícia Federal.

Uso irregular da rede social WhatsApp

O último questionamento feito é sobre o suposto uso irregular da rede social WhatsApp pela campanha de Bolsonaro para propagar boatos. Segundo a candidatura de Haddad, uma “campanha de desinformação” está acontecendo diariamente por meio do aplicativo.

“Salta aos olhos a postura completamente distinta da candidatura de Bolsonaro que, ao invés de buscar qualquer espécie de impedimento da disseminação destas mentiras e boatos, principalmente junto ao WhatsApp, vai a público reclamar dos limites impostos pelo mencionado aplicativo de mensagens instantâneas que visam impedir a divulgação astronômica de desinformação”, afirma.

O pedido de investigação foi protocolado por Emídio de Souza, um dos coordenadores da campanha de Haddad, e é endereçado ao delegado Rogério Galloro, diretor-geral da Polícia Federal.

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