Sábado, 10 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de outubro de 2018
Em busca de ampliar o eleitorado, os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) deixaram muitas propostas polêmicas de lado. Durante toda a campanha, o deputado federal também desautorizou integrantes da campanha para negar ideias defendidas por eles. Por sua vez, o ex-prefeito de São Paulo fez várias alterações no seu plano de governo, entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após o primeiro turno. Na nova proposta, por exemplo, não há mais nenhuma referência à convocação de uma Assembleia Constituinte.
Veja os principais recuos da campanha de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad:
Recuos de Jair Bolsonaro (PSL)
Acordo de Paris:
Bolsonaro disse que não vai tirar o Brasil do Acordo de Paris, caso seja eleito. E disse que é preciso esclarecer a verdade sobre o que o tratado representa. No mês passado, ao participar de um encontro com empresários, o candidato do PSL havia dito que, se fosse eleito, poderia retirar o Brasil do acordo por não concordar com as premissas, entendendo que o documento afeta a soberania nacional.
O presidenciável reconheceu que vai rever a ideia de fusão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior com o da Fazenda, em um eventual governo, se for interesse de empresários e do país. Em transmissão ao vivo no Facebook, Bolsonaro destacou que pode acolher a sugestão dos executivos “sem problema nenhum”.
Fechamento do Supremo Tribunal Federal
Após declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato, em que ele diz que “para fechar o Supremo”, bastaria “um soldado e um cabo”, Bolsonaro se desculpou pelo episódio, e disse que quem tem a ideia precisa de psiquiatra.
Recuos de Fernando Haddad (PT)
Convocação de Assembleia Constituinte:
O PT defendia a convocação de uma nova Assembleia Constituinte . Após o resultado do primeiro turno, ao Jornal Nacional, Haddad anunciou a desistência da proposta e passou a dizer que as reformas seriam feitas por meio de emendas constitucionais aprovadas pelo Congresso.
Descriminalização das drogas:
O primeiro plano de governo dizia que o país precisava “olhar atentamente para as experiências internacionais que já colhem resultado positivos com a descriminalização e a regulação do comércio”. O novo texto suprimiu a palavra descriminalização .
Mandato fixo para ministros de cortes superioras:
Um ponto que gerou críticas de setores do Judiciário era o de ser “necessário instituir tempo de mandatos para os membros do STF e das Cortes Superiores de Justiça”. No novo plano ficou definido apenas ser preciso “debater com o Poder Judiciário a necessária instituição de tempo de mandatos”.
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