Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de novembro de 2018
Após se reunir na tarde dessa quarta-feira no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Michel Temer e o seu sucessor, Jair Bolsonaro, fizeram um breve anúncio. Em destaque, o compromisso de que projetos de interesse do governo que assumirá o comando do País em janeiro serão selecionados para que a atual gestão se esforce em aprová-los na Câmara dos Deputados e no Senado nestas semanas que ainda restam de 2018.
“Estamos à disposição para colaborar intensamento envidando esforços em projetos que ainda estejam em andamento e sobre os quais haja interesse”, reiterou o atual chefe do Executivo federal.
Em seguida, o presidente eleito pelo PSL agradeceu a “cortesia” e recebeu do emedebista uma espécie de “chave simbólica” do gabinete de transição. O objeto, inusitado, estava acondicionado em uma caixa especial de papel azul-marinho, aberta em meio a sorrisos dos integrantes da equipe de transição presentes no evento. Também foi entregue um livro com o balanço do governo, um Plano Plurianual para os próximos 12 anos e um arquivo com dados do Sistema Governa.
Bolsonaro garantiu que vai procurar Temer outras vezes, inclusive após a posse (em 1º de janeiro), pois “não pode prescindir do conhecimento de quem já ocupou o mais alto posto da administração federal”. O atual mandatário, por sua vez, informou ter convidado o presidente eleito para acompanhá-lo na próxima viagem internacional que fará, para a cúpula do G-20 em Buenos Aires (Argentina). Ainda não se sabe se a proposta foi aceita.
“O convidei para fazer viagens ao exterior, evidentemente se ele tiver disposição”, declarou Temer. “Entregamos simbolicamente as chaves de onde será o gabinete de transição. E no primeiro de janeiro terei o prazer de entregar as chaves ao presidente eleito Jair Bolsonaro, que fez uma belíssima campanha eleitoral.”
Bolsonaro
“Eu estou feliz, conversamos sobre vários assuntos, entre eles a governabilidade e ele está disposto a colaborar conosco no que for possível”, acrescentou Bolsonaro. “Eu o procurarei mais vezes para que juntos possamos fazer uma transição para que projetos de interesse do nosso Brasil continuem fluindo na normalidade. Queria agradecer a cortesia, a forma como fui recebido e dizer que se preciso for voltaremos a pedir que ele nos atenda. O Brasil não pode se furtar do conhecimento daqueles que passaram pela Presidência. Será útil para todos nós.”
Ele não quis citar que projetos teria interesse em ver aprovados ainda este ano. E após o pronunciamento, quando perguntado por jornalistas especificamente sobre o desejo de ver aprovada a reforma da Previdência, preferiu não emitir declarações sobre o assunto. Nenhum dos dois respondeu a perguntas dos repórteres que insistiam com questões como essa.
Também participaram da reunião no Planalto o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; o atual, Eliseu Padilha; o futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno; o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun e um dos filhos de Bolsonaro, o senador eleito Flávio Bolsonaro.
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