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Mundo A Promotoria saudita pediu a pena de morte para cinco assassinos de jornalista em embaixada na Turquia

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Jamal Khashoggi desapareceu em 2 de outubro, depois de entrar no consulado da Arábia Saudita em Istambul. (Foto: Reprodução)

A promotoria saudita pediu a pena de morte para cinco assassinos do jornalista Jamal Khashoggi. Segundo informou a imprensa internacional nesta quinta-feira (15), o Ministério Público Saudita disse que o grupo está diretamente envolvido em “ordenar e executar o crime” contra o jornalista. No total, 15 pessoas são acusadas pela morte de Khashoggi.

Segundo a Promotoria saudita, eles estavam divididos em três grupos: o de negociação, o de inteligência e o de logística. O responsável por ordenar a morte foi o de negociação, segundo informações da CNN.

O jornalista saudita Jamal Khashoggi – um forte crítico do governo de Riad que morava nos EUA e colaborava com o jornal The Washington Post – foi morto dentro da embaixada do seu país em Istambul, quando foi ao local para buscar um documento. Inicialmente, Riad anunciou que Khashoggi havia deixado o local pouco tempo após entrar.

Depois, o governo saudita afirmou que ele morreu durante uma briga e, mais tarde, finalmente reconheceu que o ato foi uma “operação não autorizada” pelo regime saudita, negando qualquer envolvimento do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

Gravação 

Uma gravação ligada ao assassinato do jornalista Jamal Khashoggi está sendo vista como uma indicação de que o príncipe saudita Mohammed Bin Salman teria envolvimento direto no caso, de acordo com matéria do jornal The New York Times.

Três pessoas que ouviram o conteúdo da gravação, coletada pela inteligência turca, disseram ao jornal que ela contém a voz de Abdulaziz Mutreb, um dos 15 acusados pela morte, conversando com um superior por telefone, pedindo a este que “avise ao seu chefe” que o trabalho havia sido feito.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, tornou-se o primeiro líder ocidental a reconhecer que o seu país recebeu as gravações da morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

“O Canadá foi totalmente informado sobre o que a Turquia tinha a partilhar”, disse Trudeau na embaixada canadense em Paris, na França, onde participou do Fórum da Paz.

O caso

Desde o início do caso, a imprensa turca acusava autoridades sauditas de terem assassinado Khasoggi dentro do consulado, mas a Arábia Saudita sempre negou e não admitia que o jornalista estava morto.

O jornal turco Yeni Safak, inclusive, publicou o que dizia ser o conteúdo de gravações feitas no interior do consulado. De acordo com a reportagem, Jamal teria sido torturado e decapitado por agentes sauditas. O veículo também afirmou que o assassinato durou sete minutos e que o corpo teria sido desmembrado ainda vivo.

Investigadores turcos estiveram mais de uma vez no consulado e também na residência oficial do cônsul saudita e fizeram uma busca na floresta Belgrado, na margem europeia de Istambul.

 

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