Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026

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Armando Burd Proposta para balançar

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Durante palestra em Porto Alegre, o ministro Barroso afirmou que é preciso resolver os problemas do País, a começar pelas drogas. (Foto: Lucas Pfeuffer/ OAB-RS)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Hoje é o Dia Mundial dos Recordes. O futuro governador Eduardo Leite antecipou para ontem a sua participação no evento. Ofereceu ao MDB vagas no secretariado, durante visita à sede do diretório estadual. Passados 22 dias da eleição e sem ainda ter curado as feridas da derrota, a direção disse que vai analisar. Enquanto isso, os pretendentes a permanecer no poder acionam os motores para entrar na pista e receber a bandeirada das nomeações ao final de algumas voltas.

À espera de respostas

A possível entrada do MDB na gestão de Nelson Marchezan Júnior, que é outra possibilidade, leva a perguntas: significará o apoio à reeleição em 2020? Ou os integrantes do partido deixarão as secretarias municipais seis meses antes da ida às urnas para lançar candidato próprio?

Inconformidade

O deputado estadual eleito Sebastião Melo vai romper com os vereadores do MDB que aceitarem participar do governo Marchezan Júnior. Alega que a adesão não se justifica porque os eleitores, em 2016, decidiram pela ida do MDB para a oposição.

Tema persiste

A manchete dos jornais, a 20 de novembro de 1994, foi: “Novos governadores vão resistir ao ajuste”. A notícia acrescentou: “Com exceção do tucano Mário Covas, único sintonizado com o projeto do Palácio do Planalto, os demais eleitos não gostam e prometem resistir à ideia de venda de ativos estaduais para resolver o rombo nas finanças dos Estados”. O socialista Miguel Arraes, de Pernambuco, disse que “a venda não passa de uma hipótese desastrosa”. Acabou fazendo o que não queria. O assunto ainda não saiu da ordem do dia.

Sem saída

A 20 de novembro de 2015, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, veio a Porto Alegre. Recebido pelo governador José Ivo Sartori no Palácio Piratini, o assunto foi a crise nos cofres. Não encontraram soluções. A 17 de junho de 2016, Pezão decretou estado de calamidade financeira. A 22 de novembro de 2016, Sartori fez o mesmo.

Contra Constituinte

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, narrou ontem, bem humorado: nos jardins de sua casa, em Brasília, começaram a aparecer capivaras. Duas, quatro, oito, 20. Perguntou a um veterinário se existia um predador natural. Resposta: “Sim, os tigres.” A conclusão de Barroso: “Então, deixa assim”. O episódio foi descrito durante palestra, justificando o motivo pelo qual é contra uma nova Constituinte. Diante do quadro futuro, prefere deixar como está para correr menos riscos. A palestra teve como tema “Reflexões sobre o Brasil”, integrando o projeto Ideias Memoráveis, promoção da Federação Israelita do Rio Grande do Sul e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Diferenças

O ministro Barroso ressaltou, ainda, a estabilidade institucional dos últimos 30 anos no país, contrastando com o período entre 1930 a 1969, quando ocorreram revoluções, golpes, intentonas e decisões que rasgaram a Constituição.

Bons exemplos

A transição de governos, mais recentemente, costuma provocar riscos desnecessários. A falta de um canal ágil de comunicação com a população provoca uma perigosa sensação de improviso que traz desconfiança. Jair Soares, Alceu Collares e Pedro Simon, uma vez eleitos, deram prioridade à informação e à transparência.

Andam nas nuvens

A pauta de assuntos pendentes é longa: reforma política, desarmamento, maioridade penal, aborto, mudanças na Lei de Execuções Penais. Os deputados federais, porém, preferem assumir o papel de vereadores. A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que proíbe a nomeação idêntica ou similar para diferentes ruas, avenidas, praças e outros logradouros dentro de um mesmo município.

Corda solta

Não faltam governantes e parlamentares que gostariam de ver na prática a definição: orçamento público representa a metade do que será gasto.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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