Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2018
O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia que o Brasil pode voltar a crescer 3,5% no curto prazo se forem aprovadas as reformas necessárias para reequilibrar as contas públicas e modernizar a economia do País.
Para Paulo Guedes, no próximo ano já seria possível crescer 3% se a sinalização for positiva para o andamento das reformas.
Nesta sexta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 0,8%, o maior desde o primeiro trimestre de 2017, quando o Brasil começou a sair de dois anos de recessão.
Conforme Valdo Cruz, colunista da GloboNews, avaliações de economistas indicam uma leve melhora, com possibilidade de crescimento em 2019 entre 2,5% e 3%.
“Se tivermos dois anos de sensatez, promovendo as medidas necessárias para ajustar as contas públicas, fazermos duas reformas importantes, o país volta a crescer forte, 3,5% ao ano”, avalia Paulo Guedes sobre o ritmo de crescimento da economia brasileira a partir da posse do governo de Jair Bolsonaro.
Paulo Guedes diz que a receita de sua equipe para garantir a volta do crescimento para por cinco pilares. Desestatizar a economia, fazer a reforma da Previdência, simplificar o sistema tributário, controlar os gastos e promover uma abertura gradual da economia brasileira. Segundo ele, é uma receita liberal que permitirá tirar o país de ciclos de crescimentos altos e baixos, garantindo um ritmo sustentável de aceleração.
Diálogo com indústria
Entre as medidas para fomentar o crescimento do Brasil, Paulo Guedes já adiantou que fará uma abertura comercial, mas de forma cautelosa, negociada e concomitante ao avanço da agenda de competitividade.
Ele prometeu, durante a semana, a representantes da indústria que manterá um canal de diálogo direto com o setor. Com isso, procurou aplacar as preocupações dos industriais, que temiam ficar negligenciados com o fim do que é hoje o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic)
A pasta tende mesmo a ser fundida ao superministério da Economia, apesar da proposta do empresariado de ser criado o Ministério da Produção, Emprego e Comércio. Os industriais queriam uma pasta própria porque, historicamente, as políticas para o setor eram objeto de embate entre a Fazenda e a pasta da Indústria.
Guedes explicou ao grupo que, ao fundir o Mdic no seu superministério, essa contraposição será eliminada. E assegurou que manterá um canal de diálogo aberto para avançar com uma agenda de retomada do crescimento econômico.
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