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Brasil O vice-presidente eleito indicou um general para comandar a futura Secretaria do Esporte

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Marco Aurélio Costa Vieira atuou na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. (Foto: Reprodução)

Nessa sexta-feira, o presidente eleito Jair Bolsonaro bateu o martelo sobre o titular da futura Secretaria do Esporte: será o general Marco Aurélio Costa Vieira, que chegou a comandar a área de operações da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, contratado pelo comitê organizador. O nome do militar, que era subordinado diretamente a Carlos Arthur Nuzman nos Jogos, ainda não foi oficialmente confirmado. Mas já se sabe que a indicação partiu do ex-general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro.

A secretaria será subordinada ao Ministério da Cidadania, que engloba ainda o Desenvolvimento Social e a Cultura. Após a publicação da reportagem, o deputado federal Osmar Terra, já anunciado como ministro da Cidadania, negou a informação, que o blog confirmou com diversas fontes ligadas ao esporte, à equipe de transição e a pessoas próximas ao general – veja mais no fim do texto.

A escolha pelo general Marco Aurélio surpreende porque havia um movimento forte e quase unânime para que o velejador e ex-atleta olímpico Lars Grael assumisse o posto, 16 anos depois de ser o último secretário nacional de Esporte – depois disso, foi criado um Ministério para o setor. Ele contava com o apoio do COB (Comitê Olímpico do Brasil), parlamentares, clubes sociais, movimento paraolímpico (do qual faz parte) e setores do Exército. Na quinta-feira, Lars havia anunciado sua saída do CBC (Comitê Brasileiro de Clubes), onde era diretor.

Perfil

Doutor em Ciências Militares com ênfase em Logística e Gestão, Marco Aurélio foi adido militar em Madri e ocupou a posição de diretor de Educação Superior do Exército entre 2009 e 2012, quando foi contratado pelo Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016. Inicialmente, trabalhou como diretor-executivo de Operações. Depois, foi rebaixado e, na Olimpíada em si, foi responsável apenas pelo revezamento da tocha.

No começo deste mês, a revista “Época” colocou o coronel Vieira como “possível primeira pedra no sapato” de Bolsonaro. De acordo com a revista, ele é “peça central”, ao lado do general Antônio Hamilton Mourão, vice-presidente da República eleito, em um esquema fraudulento relatado em um dossiê de 1.452 páginas que sugere irregularidades na contratação, pelo Exército, de um Simulador de Apoio de Fogo.

Em sua página na rede social-profissional Linkedin, Vieira relata que tem “experiência em planejamento estratégico, inteligência estratégica, implantação e gestão integrada de empreendimentos, políticas públicas, segurança estratégica, segurança de infraestruturas críticas, gerenciamento de contratos e gestão de pessoal”. Ele ainda destaca ter como especialidades: paraquedista militar, mestre de salto, mergulho autônomo, operações na selva e educação física.

Surpresa

O setor esportivo, incluindo fontes ligadas às competições militares, dava com certo que Bolsonaro escolheria um civil, depois de rebaixar o Esporte de ministério para secretaria. Até porque os dois generais próximos ao presidente que têm mais intimidade com o esporte – Augusto Heleno e Fernando Azevedo – já foram apontados como ministros de outras áreas.

Após a publicação de reportagens na imprensa sobre a escolha, o futuro ministro da Cidadania, Osmar Terra, foi ao Twitter para negar o fato. “Sobre nota publicada hoje no blog Olhar Olímpico acerca da possível nomeação do Secretário de Esportes do Ministério da Cidadania, tenho a esclarecer que não há nome indicado, ainda. A decisão sobre o assunto será feita nos próximos dias pelo ministro em comum acordo com o presidente”, postou.

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