Quinta-feira, 01 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil “Muito ajuda quem não atrapalha”, disse o secretário de Segurança do Rio sobre Polícia Federal investigar caso Marielle

Compartilhe esta notícia:

"Não acredito que dar voz a prisioneiro possa contribuir", acrescentou o general Richard Nunes. (Foto: reprodução/TV)

O secretário de Segurança do Rio na Intervenção, o general Richard Nunes, criticou o pedido da PF (Polícia Federal) para ter acesso à investigação feita pela Polícia Civil do caso Marielle Franco e Anderson Gomes, executados em março. Quase nove meses depois, o crime ainda não foi solucionado.

No Fórum de debates do Observatório Militar, que divulgou um balanço da intervenção federal na Segurança do Estado, nesta terça-feira (11), Nunes fez duras críticas e disse que estão dando voz para bandido, se referindo ao miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando de Curicica.

“Pra mim faz parte de todo esse processo de desinformação. Muita gente tem buscado holofote na elucidação desse caso e não tem contribuído com nada. Muito ajuda quem não atrapalha. Dizer que vai se investigar a investigação é fazer aquilo que um prisioneiro pediu para que fosse feito”, falou.

Os depoimentos de Curicica indicam que a cúpula da Polícia Civil, inclusive o chefe da instituição, Rivaldo Barbosa, fazem parte de um esquema que acoberta crimes cometidos pela milícia que atua no Rio de Janeiro. O general defendeu a sua escolha para chefiar a Civil e voltou a criticar o “holofote” dado ao miliciano preso em presídio federal.

“A escolha feita do Chefe de Polícia Civil e do comandante da Polícia Militar foi com dados que tínhamos e eles realizaram um trabalho excepcional. Essas denúncias que existem contra ele (Rivaldo Barbosa) precisam ser apuradas pelos órgãos competentes. No caso Marielle há muita desinformação, muito ajuda quem não atrapalha. O que tenho visto é muita gente dando palpite, se envolvendo nesse caso sem ter o mínimo de conhecimento do que está acontecendo. A Divisão de Homicídios tem feito um trabalho excepcional, num trabalho bastante complexo de um crime de difícil elucidação. Não acredito que dar voz a um prisioneiro, que está numa prisão federal pela prática de vários crimes, possa contribuir para a elucidação desse caso. É uma desinformação e estamos dando voz a quem realmente está ganhando com isso. o maior beneficiário de todo esse noticiário é um criminoso que fez com que sua voz fosse ouvida de maneira totalmente desqualificada”, criticou. Rivaldo Barbosa estava presente no evento, mas não quis falar com a imprensa.

Caso Marielle preocupa nova cúpula da polícia

A não solução do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista Anderson Pedro Gomes preocupa a nova cúpula da Polícia Civil, que assumirá no próximo ano. Nos últimos dias o assunto não saiu da pauta dos membros da equipe do novo governador, Wilson Witzel.

Existe a expectativa que o caso seja resolvido ainda em 2018, mas fontes avaliam que o crime continuará a ser investigado na próxima gestão. “O governador eleito Wilson Witzel não quer pegar ‘esse problema'”, diz um policial da nova gestão.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

RottaEly realiza uma das maiores convenções de vendas do mercado imobiliário do RS
Luiz Francisco Gerbase, CEO da Ayga, recebe título de Engenheiro do Ano 2018 na categoria Área Privada
Pode te interessar