Sexta-feira, 24 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de dezembro de 2018
Marcada para 1º de janeiro, a cerimônia de posse do presidente eleito já está sendo preparada desde março. Um grupo de trabalho se reúne periodicamente para recuperar informações do evento anterior e planejar os detalhes da próxima. A diretora de Relações Públicas do Senado, Maria Cristina Monteiro, explica a seguir quais são as principais áreas de atuação do grupo.
“A gestão dos convites, que você cuida de mailing, de distribuição, confirmação; a gestão de infraestrutura, que é quem vai cuidar de toda a parte de mobiliário, tapete, de flores”, ressalta. “Aí você tem a gestão de imprensa, que é o credenciamento em si, o contato direto com as emissoras de rádio e TV, o gerenciamento da recepção de chefes de Estado, autoridades brasileiras, demais convidados e a formação militar também, que faz parte deste grande receptivo da cerimônia.”
O primeiro compromisso do presidente eleito Jair Bolsonaro será pela manhã, com um ato religioso na Catedral de Brasília. Ele vai chegar à igreja acompanhado por batedores e fuzileiros navais. Depois, haverá um desfile em carro aberto pela Esplanada, junto com o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão. Para isso, está disponível o Rolls Royce presenteado em 1953 pelo governo do Reino Unido. O veículo seguirá até o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores e na qual está programado um almoço para as autoridades estrangeiras.
A segunda parte da cerimônia, na parte da tarde, será realizada no Palácio do Congresso Nacional. Presidente e vice-presidente eleitos serão recebidos no início da rampa do Congresso Nacional pelos chefes do cerimonial da Câmara dos Deputados e do Senado. No fim da rampa, estarão os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. Autoridades e convidados ficarão no chamado “Salão Negro”.
Todos deverão se dirigir então ao Plenário da Câmara, local da sessão solene. O presidente eleito fará o juramento, oficialmente conhecido como “compromisso constitucional”, seguido da leitura do discurso. Ao fim da sessão, ele voltará pela rampa do Palácio do Congresso, onde ouvirá o Hino Nacional e uma salva de tiros, além de passar as tropas militares em revista. A Aeronáutica ofereceu a Esquadrilha da Fumaça para fazer parte da cerimônia.
A população em geral vai poder acompanhar a parte externa da cerimônia de posse em espaços determinados na Esplanada dos Ministérios. O acesso aos palácios será restrito. Maria Cristina Monteiro, diretora de Relações Públicas do Senado, elenca quem são os convidados da solenidade no Congresso:
“Presidentes de tribunais superiores, embaixadores, governadores, senadores e deputados, desta vez convidando também eleitos, tanto senadores como deputados, e os convidados especiais do presidente eleito, do presidente do Congresso e do vice-presidente”.
A última parte da cerimônia de posse está programada para o Palácio do Planalto. Jair Bolsonaro será recebido pelo presidente Michel Temer e os dois subirão juntos a rampa. Já no interior do prédio, o político do PSL será cumprimentado por autoridades, antes de receber, enfim, a faixa presidencial.
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