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Brasil Confira o que se sabe sobre a tragédia em Minas Gerais

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Israelenses trouxeram ao Brasil 16 toneladas de equipamentos. (Foto: Israel Defense Forces/Divulgação)

O rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, na sexta (25), deixou ao menos 65 mortos. Há ainda outras 279 pessoas desaparecidas.

A tragédia liberou cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos de minério de ferro da mina do Feijão no rio Paraopeba. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km, de forma linear.

Os Bombeiros trabalham no resgate de vítimas, mas a chance de encontrar sobreviventes é quase zero. Forças de busca de Israel foram enviadas para auxiliar nos trabalhos. Veja o que se sabe até agora:

1. O que aconteceu?

Na sexta-feira (25), a barragem 1 da mineradora Vale em Brumadinho (MG), que continha rejeitos de minério de ferro, rompeu-se. Com isso, ao menos uma outra barragem do sistema da mina do Feijão transbordou.

2. Que locais foram atingidos?

A principal área afetada foi o centro administrativo da Vale, onde, no momento do rompimento, havia cerca de 300 funcionários. Outros 120 estavam em outros locais da região da mina. A lama também atingiu a comunidade rural Vila Ferteco e chegou até o rio Paraopeba, a mais de 5 km da barragem. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km, de forma linear.

3. Há risco de outro rompimento?

No domingo (27), os bombeiros iniciaram a evacuação de comunidades de Brumadinho após a constatação de que uma segunda barragem da Vale apresentava risco iminente de rompimento. Trata-se de um repositório de água com 1 milhão de m³. Um alarme de aviso sobre rompimento de barragem soou às 5h30, e moradores de comunidades mais próximas à mina tiveram que ser evacuados. A possibilidade de um novo acidente foi descartada depois, e o retorno dos moradores foi autorizado.

4. Como estão os trabalhos de resgate?

Há 280 bombeiros trabalhando nas operações de busca. Os locais são de difícil acesso por causa da lama de rejeitos. Para trabalhos em determinadas áreas é exigido o acesso com apoio aéreo, por meio de helicóptero. Brigadistas e voluntários também auxiliam no resgate. Além disso, uma equipe de 136 militares enviada pelo governo de Israel chegou a Belo Horizonte no domingo à noite.

5. Como Israel está colaborando?

A Unidade Nacional de Resgate das FDI (Forças de Defesa de Israel) foi criada em 1984 para lidar com ameaças que o País lida e costuma prestar assistência humanitária internacional. ​​​A equipe trouxe ao Brasil 16 toneladas de equipamentos. ​Entre eles estão sonares que podem detectar sinais de celular a até três metros de profundidade e distinguir a lama de outras substâncias, como corpos.

Contudo, segundo o comandante das operações de resgate, o tenente-coronel Eduardo Ângelo, o equipamento israelense não é muito eficaz na situação atual e seria mais eficiente em um cenário em que ainda houvesse chance de encontrar sobreviventes.

6. A barragem que se rompeu seria desativada. O que isso significa?

A barragem não recebia mais rejeitos da mineração desde 2015, mas ainda armazenava resíduos antigos.

7. Quem é responsável por fiscalizar as barragens?

Há diferentes órgãos responsáveis pela fiscalização. No caso dos reservatórios ligados às minas, isso fica a cargo da Agência Nacional de Mineração.

8. Quantas barragens há no País?

Segundo relatório da ANA (Agência Nacional de Águas), foram identificadas, até 2017, 24.092 barragens. Naquele ano, havia apenas 154 funcionários para fiscalizar todos os reservatórios do País, entre estaduais e federais. As barragens de mineração são 790, e 357 estão em Minas Gerais.

9. Já há alguma responsabilização?

A Justiça de Minas Gerais acatou diferentes pedidos de bloqueio de valores da Vale. Somados, até o momento, eles contabilizam R$ 11 bilhões. Há ainda uma multa aplicada pelo Ibama, de R$ 250 milhões. Foi instaurado inquérito para apurar as causas do rompimento.

10. Qual o impacto da tragédia sobre as ações da Vale?

Na segunda (28), primeiro dia de operação da Bolsa após a tragédia, a empresa perdeu R$ 71 bilhões em valor de mercado.

11. Como ajudar os atingidos?

ONGs e estabelecimentos públicos e comerciais arrecadam itens de primeira necessidade para auxiliar os atingidos. Moradores, porém, ressaltam que ainda há a possibilidade de doações financeiras e de sangue.

12. A tragédia é maior do que a de Mariana?

O número de pessoas mortas é superior ao da tragédia de 2015, que matou 19 pessoas e destruiu 650 km de ecossistemas, espalhando rejeito de minério de pelo rio Doce até o mar, no Espírito Santo. Em termos ambientais, porém, os danos tendem a ser menores, uma vez que o volume de rejeitos de minério expelidos pelo rompimento em Brumadinho é estimado em cerca de um quarto do de Mariana, e o material é menos úmido

13. O Instituto Inhotim foi atingido?

O museu ao ar livre, que fica localizado em Brumadinho, não havia sido atingido pela lama. Contudo, por precaução, foi evacuado na sexta e ficará fechado até o fim de janeiro.

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