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Brasil O Ministério Público de Minas Gerais não confirmou suspeita de fraude

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Barragem que se rompeu na sexta-feira. (Foto: Luiz Santana/ALMG)

O Ministério Público de Minas Gerais, um dos órgãos responsáveis pela operação conjunta que mais cedo prendeu cinco engenheiros relacionados à barragem que se rompeu na sexta-feira (25), não confirmou a hipótese de suspeita de fraude nos laudos que atestaram a estabilidade da estrutura.

Os responsáveis pelo laudo de vistoria emitido no semestre passado são Makoto Namba e André Yassuda, os dois prestadores de serviço à Vale presos em São Paulo nesta manhã. Já os três presos em Nova Lima (MG) são funcionários da Vale, responsáveis diretamente pela barragem da Mina do Córrego do Feijão.

Segundo a Promotoria, ainda não é possível falar em suspeita de fraude, imperícia ou negligência. A hipótese só será levantada após os depoimentos dos cinco engenheiros presos aos promotores.

Engenheiro que atestou estabilidade de barragem já ganhou prêmio por segurança

Makoto Namba, um dos engenheiros presos nesta manhã, venceu em 2018 um prêmio por projeto de gestão de risco geotécnico de barragens de rejeito. Concedido pela ABMS (Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica), o prêmio foi dado a uma equipe de seis engenheiros, da qual Namba faz parte, pelo estudo de caso da barragem de Itabiruçu, em Itabira (MG, a 160 km de Brumadinho).

Presos em São Paulo tiveram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, do Decade (departamento que faz buscas e prisões) diz que cumpriu ordens de prisão e apreensão em três locais de São Paulo –na casa de dois engenheiros presos, André Yassuda e Makobo Namba, e na sede de uma empresa de engenharia.

“Apreendemos vários documentos que serão periciados, principalmente telefones e computadores”, disse ele. O material foi apreendido nos carros dos presos, garagens e depósito da empresa.

Durante as prisões, os dois não falaram nada. “Eles foram orientados pelo advogado a falar em juízo”, disse Nico. Os dois estão na sede do DHPP (departamento de homicídios). De lá, serão levados ao Campo de Marte nas próximas horas, para voo para Belo Horizonte.

Cinco pessoas foram presas. Foram presos três funcionários da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pela Mina do Córrego do Feijão e o seu licenciamento. Além disso, foram presos engenheiros terceirizados que atestaram a estabilidade da barragem recentemente.

Resgate e reforços

Nesta segunda, as forças de segurança que trabalham nas operações de busca se reuniram com a equipe israelense que chegou na noite de domingo para auxiliar no resgate, e com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Espera-se que os 136 militares agilizem o processo de retirada de vítimas somados aos 280 bombeiros. Entre os equipamentos trazidos de Israel estão sonares que podem detectar sinais de celular a até três metros de profundidade e distinguir a lama de outras substâncias, como corpos.

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