Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2019
A juíza Gabriela Hardt determinou a soltura do operador financeiro Antônio Kanji Hoshikauwa, que foi alvo da 59ª fase da Operação Lava-Jato. O investigado estava detido na carceragem da PF (Polícia Federal), em Curitiba, desde o dia 1º de fevereiro.
Kanji foi solto, na sexta-feira (1º), mediante pagamento de fiança no valor de R$ 1,5 milhão. Ele também teve que entregar o passaporte e está proibido de deixar o país. Além disso, Antônio Kanji também não pode se comunicar com os demais investigados da operação e mudar de endereço.
No dia 9 de fevereiro, a juíza também determinou a soltura de Wilson Quintella Filho, que também foi alvo da 59ª fase. Segundo as investigações, ele pagava propina em nome do Grupo Estre. Para deixar a prisão, ele teve que pagar fiança no valor de R$ 6,8 milhões.
A 59ª fase foi batizada de Quinto Ano e investiga o pagamento de propinas pelo Grupo Estre em contratos com a Transpetro para tratamento de resíduos, manutenção de dutos e construção de um estaleiro para produzir embarcações para transporte de etanol no Rio Tietê. A propina era de 3% do valor dos contratos, conforme o MPF (Ministério Público Federal). Conforme a força-tarefa da Lava-Jato, Antônio Kanji é apontado como responsável por operacionalizar a entrega em espécie do dinheiro.
O esquema movimentou cerca de R$ 192 milhões, segundo depoimento de delação de Sérgio Machado, que é ex-presidente da Transpetro. “Ele revelou no âmbito do seu acordo de delação que angariou propinas para si e para integrantes da cúpula do PMDB entre 2003 e 2014. Segundo ele falou, a quantia por ele repassada a agentes políticos totalizou R$ 100 milhões”, disse o procurador da República Roberson Pozzobon.
A operação
Em janeiro, o ex-presidente de empresas do Grupo Estre Wilson Quintella Filho e o advogado e ex-executivo do grupo Mauro de Morais foram presos na 59ª fase da Operação Lava-Jato.
A atual fase foi batizada de Quinto Ano e cumpriu, ao todo, 16 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. As ordens foram cumpridas em São Paulo e Araçatuba, no interior do estado. Antônio Kanji, o terceiro alvo de prisão, não foi localizado e é considerado foragido. Ele é apontado como responsável por operacionalizar a entrega em espécie do dinheiro.
As investigações, segundo o Ministério Público Federal, miraram o pagamento de propinas pelo Grupo Estre em contratos com a Transpetro para tratamento de resíduos, manutenção de dutos e construção de um estaleiro para produzir embarcações para transporte de etanol no Rio Tietê. A propina era de 3% do valor dos contratos, conforme o MPF.
O esquema movimentou cerca de R$ 192 milhões, segundo depoimento de delação de Sérgio Machado, que é ex-presidente da Transpetro. “Ele revelou no âmbito do seu acordo de delação que angariou propinas para si e para integrantes da cúpula do PMDB entre 2003 e 2014. Segundo ele falou, a quantia por ele repassada a agentes políticos totalizou R$ 100 milhões”, disse o procurador da República Roberson Pozzobon.
Além disso, segundo o procurador, Sérgio Machado relatou que foram coletados pra ele mesmo cerca de R$ 2 milhões ao ano de propinas no Brasil, e também recebeu R$ 70 milhões no exterior. “Ou seja, se somarmos todos esses valores, chegaríamos em uma conta rápida de R$ 192 milhões”, acrescentou.
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