Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de agosto de 2015
Se o governo já tinha problemas com a queda da arrecadação devido à retração da economia, esse quadro corre o risco de se agravar. Os auditores da Receita Federal – que têm papel chave no recolhimento dos impostos – ameaçam fazer uma rebelião caso não sejam incluídos na PEC 443 (proposta de emenda à Constituição), que aumenta o teto da remuneração de advogados públicos e delegados de polícia para até 30,47 mil reais.
O presidente do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal), Cláudio Damasceno, garantiu que a categoria já cruzou os braços e deve ficar paralisada por tempo indeterminado. Na tentativa de contornar a crise, apesar de contrário ao projeto, o Ministério da Fazenda acabou manifestando publicamente apoio aos auditores. O secretário da Receita, Jorge Rachid, enviou um e-mail a todos os superintendentes do Fisco afirmando que não iria se omitir “em defender a instituição nas discussões ainda em andamento da PEC”. No mesmo dia, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também divulgou uma nota na qual afirma que “o respeito e reconhecimento da atuação da secretaria da Receita Federal do Brasil e de seu corpo funcional, além de merecido, é indispensável para se garantir a estabilidade econômica e a prosperidade do País”.
O Ministério do Planejamento apontou o impacto da aprovação. Sem a inclusão dos auditores, a proposta já causaria um aumento anual de 2,4 bilhões de reais nas contas públicas. (AG)
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