Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de agosto de 2015
Um ano e meio depois de ter saltado para a ribalta midiática, enquanto principal responsável pela investigação judicial do esquema de corrupção em torno da Petrobras, conhecida como Operação Lava-Jato, o juiz federal de Curitiba (PR), Sérgio Moro, já se acostumou às manifestações espontâneas de apoio e incentivo.
O magistrado é frequentemente aplaudido na rua, quando vai a restaurantes, no supermercado e em salas de embarque de aeroportos. “Só quero agradecer-lhe tudo o que tem feito e mostrar-lhe que estou com ele, contra tudo isso que está acontecendo”, explicava aos jornalistas a dentista Cristiane Polo, 50 anos, depois de abordar o juiz em uma livraria de São Paulo.
Aos 42 anos de idade, Moro, um dos maiores especialistas em crimes financeiros e de colarinho branco no sistema judicial do País, está transformado, aos olhos da opinião pública brasileira, no rosto do combate à corrupção, uma espécie de cruzado, um herói improvável da mesma casta do juiz britânico William Erle, o procurador norte-americano Eliot Ness ou o italiano Francesco Saverio Borrelli, entre outros personagens da galeria de famosos intocáveis e insubornáveis que não se amedrontam perante o crime organizado, o dinheiro ou o poder.
Sua ação, interpretam os analistas, oferece uma réstia de esperança a uma população desconfiada e desiludida com as suas instituições, mas que não quer desistir nem deixar de acreditar no slogan de “Brasil do futuro”.
Segundo a edição de 4 de julho da revista Época, Moro, um juiz de primeira instância, é atualmente o homem mais poderoso – e seguramente o mais temido – do País. “Nenhum gabinete concentra tanto poder neste momento no Brasil quanto aquele no 2º andar da Avenida Garibaldi, 888. É de lá que despacha Sérgio Moro, o cérebro e centro moral da Lava-Jato”, assinalou a revista.
Como líder máximo da investigação, cabe ao juiz definir a estratégia e tomar as decisões mais relevantes para conduzir o processo até ao chamado “bom termo”.
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