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Economia Nissan não se opõe a uma possível fusão entre a Fiat-Chrysler e a Renault

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O plano pode criar a terceira maior montadora de veículos do mundo. (Foto: Reprodução)

A Nissan afirmou à Renault que não se opõe à possível fusão da parceira com a Fiat Chrysler, publicou o jornal japonês Nikkei nesta quarta-feira (29), quando representantes dos grupos se encontraram para discutir o futuro da aliança automotiva franco-nipônica. As informações são das agências de notícias Reuters e Ansa.

Os líderes de Nissan, Renault e da Mitsubishi reuniram-se na sede da Nissan em Yokohama para uma reunião agendada da aliança – que foi ofuscada pela proposta da Fiat Chrysler nesta semana, de fusão igualitária com a Renault.

O plano, que pode criar a terceira maior montadora de veículos do mundo, levanta questões difíceis sobre como a Nissan se encaixará em uma aliança radicalmente alterada. O presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, chegou ao Japão na terça-feira para discutir a proposta com a Nissan, que é 43,4% controlada pela montadora francesa.

“Não nos opomos”, publicou o Nikkei citando uma fonte da Nissan que compareceu à reunião. A fonte também disse que “muitos detalhes precisam ser trabalhados” antes que a montadora japonesa solidifique sua posição sobre o assunto.

Em um comunicado, os membros da aliança confirmaram que tiveram “uma discussão aberta e transparente” sobre a proposta da FCA, de 35 bilhões de dólares. O acordo parece projetado para ajudar as companhias a enfrentar custos de mudanças tecnológicas e regulatórias, incluindo sistemas de eletrificação de veículos e direção autônoma.

A Nissan, que rejeitou propostas anteriores da Renault para uma fusão, apesar da aliança de 20 anos com o grupo francês, foi pega de surpresa pela proposta da FCA, disseram fontes à Reuters, alimentando preocupações de que um acordo com a Fiat Chrysler possa enfraquecer as relações da companhia com a Renault.

Oferta

A oferta da Fiat Chrysler à Renault prevê que a companhia resultante da fusão tenha as ações dividas igualmente entre os dois grupos e cotadas nas bolsas de Milão, Paris e Nova York.

Se for concluída, a operação criará o terceiro maior grupo automotivo do mundo, com 8,7 milhões de carros vendidos por ano, atrás somente de Volkswagen e Toyota.

“A fusão pode apresentar oportunidades, mas quero avaliá-la mais de perto”, disse o CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, segundo a agência Bloomberg. Ele, no entanto, lembrou que sua empresa e a Chrysler são rivais no mercado americano. “Queremos discutir esse aspecto”, acrescentou.

Segundo a FCA, a proposta atual “se concentra em uma agregação” com a companhia francesa e não inclui as montadoras japonesas. Como acionistas da Renault, no entanto, elas teriam participação na nova empresa – e vice-versa.

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