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Brasil Bolsonaro minimiza polêmica entre o ministro da Economia e o presidente da Câmara dos Deputados

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Maia (D) chamou Guedes de "desequilibrado" após ministro falar em atuação contra privatizações. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro tentou minimizar o desgaste entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Bolsonaro afirmou que a irritação entre ambos “é natural”. “Em casa a gente briga às vezes”, afirmou, ao deixar o Palácio da Alvorada para cumprir agenda no Rio Grande do Sul.

“A bola está com o parlamento. A nossa bancada do PSL a gente orienta de uma forma. Se perder no voto, paciência, vamos respeitar”, respondeu. Ao ser questionado se as desavenças não poderiam atrapalhar o andamento da reforma da Previdência, Bolsonaro afirmou que “tudo pode atrapalhar e tudo pode ajudar”. “Temos que debater o máximo possível. E não atrasar muito para decidir essa parada”, disse.

Lideranças do Centrão acreditam que as críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Congresso, devido às alterações feitas por Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da reforma da Previdência na comissão especial, no texto original, “desestimulam os parlamentares a votarem a proposta com a celeridade pretendida pelo governo”.

A aliados, Maia, considerado um dos principais articuladores pela aprovação da reforma, pediu para ninguém se pronunciar oficialmente. Apenas ele falou sobre o assunto. Disse que Guedes “é injusto com o Parlamento” e que o governo é uma “usina de crises”.

Relatório sem compromisso 

Na sexta-feira (14), Guedes disse que o relatório de Samuel Moreira não tinha “compromisso com as futuras gerações”. O presidente disse que entende a visão de Guedes e que ele defendeu a visão de Guedes. Afirmou que “está dando números para que o Brasil possa sair da crise”.

“Com essa reforma proposta que está aí, que o Paulo Guedes tem restrições em parte, o meu governo está garantido, a crise virá a partir de 2023, 2024. A gente não quer deixar para o futuro governo, que vai nos suceder a dor de cabeça da Previdência. Não podemos continuar vivendo esse fantasma, essa agonia, que é a Previdência. Nós temos uma chance”. Questionado se o Congresso não estaria convencido disso, Bolsonaro afirmou que o parlamento “não tem obediência cega a quem quer que ocupe a Presidência”.

Maia

O Plano é ambicioso. Rodrigo Maia acertou com os partidos do Centrão tentar votar o projeto de reforma da Previdência na comissão especial em plena semana de São João. O Centrão do Congresso reúne cerca de 200 deputados de partidos como PP, PL, PSD, DEM, MDB, PRB, SD e PTB. Além desse grupo, Maia conta com o PSDB, o Cidadania e o Novo para apressar a votação.

O PSL, do presidente Jair Bolsonaro, também tem interesse na aprovação, mas vai tentar incluir no texto itens da proposta original do governo retirados pelo relator, Samuel Moreira (PSDB-SP). Em 24 de junho, uma segunda-feira, é comemorado o Dia de São João. Os festejos no Nordeste vão pelos meses de junho e julho, com especial concentração na semana do dia 24, quando os deputados e senadores costumam ficar em suas bases eleitorais e não viajar para Brasília. O próprio Rodrigo Maia desmarcou votações importantes no plenário durante a semana de São João para liberar a bancada nordestina.

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