Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de agosto de 2019
A PF (Polícia Federal) começou a apurar a suspeita de sabotagem em sistemas do Ministério da Educação (MEC). No dia 8 de agosto, o titular da pasta, Abraham Weintraub, denunciou que os portais do órgão vinham sofrendo ataques cibernéticos e que tais episódios estariam prejudicando alguns serviços. As informações são da Agência Brasil e do MEC.
Segundo o MEC, três peritos visitaram a sede da pasta, em Brasília (DF), onde verificaram a estrutura de informática. Eles checaram a sala-cofre, onde estão servidores e outros equipamentos dos sistemas informáticos da pasta. Eles levaram informações para avaliação de modo a tentar identificar se os ataques ocorreram e, na hipótese positiva, as causas.
A investigação da Polícia Federal foi solicitada pelo próprio MEC. A página do ministério é o principal canal de acesso a diversos produtos da pasta por estudantes. É o caso do Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) . É por meio dela que os candidatos podem se inscrever e obter informações sobre prazos e seleção, por exemplo.
“Não estamos acusando ninguém, mas há indícios fortes de sabotagem que nos levaram a acionar a Polícia Federal. Não é nosso papel investigar”, explicou Weintraub. Segundo ele, a população não será prejudicada pelos ataques. “Qualquer serviço que for suspenso terá prazo ampliado”, assegurou o ministro na época em que fez o pedido.
O Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foram os principais afetados pelo problema. Outro produto afetado foi o Sistema Presença, utilizado para o pagamento dos benefícios do Bolsa Família. O MEC ainda detectou prejuízos no funcionamento do principal sistema de negócios da pasta, conhecido como SiMEC.
Na época, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, determinou que os prazos dos serviços que apresentaram instabilidade fossem prorrogados. Os sistemas já foram restabelecidos e funcionam normalmente. Ainda não há prazo para a conclusão das investigações.
Apuração
Os investigadores foram recebidos pelo diretor de Tecnologia da Informação do MEC, Daniel Rogério. “A DTI [Diretoria de Tecnologia e Informação] apoia os trabalhos da Polícia Federal, de forma imparcial. E espera que o inquérito esclareça o que aconteceu”, disse.
Após colherem informações, os policiais seguiram para a sala-cofre, onde ficam armazenados os servidores da pasta e os equipamentos de segurança. Os peritos levaram materiais que podem ajudar na apuração dos fatos, como um HD com dados.
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