Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Paulo Guedes pretende propor privatização de todas as empresas estatais

Compartilhe esta notícia:

Segundo Guedes (foto), o presidente Jair Bolsonaro apoia integralmente as privatizações. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende propor a privatização de todas as empresas estatais. A decisão final é do Congresso. “A minha obrigação é fazer o diagnóstico e entregar a prescrição. O Congresso vai decidir”, disse o ministro.

Segundo Guedes o presidente Jair Bolsonaro apoia integralmente a privatização. “Todos os dias ele cobra: ‘Poxa Salim [Salim Mattar, secretário de Desestatização e Desinvestimento], tem que vender uma por semana, está demorando muito”.

O ministro adiantou os próximos passos que o governo vai dar na direção de uma nova política fiscal e uma nova federação: “Vamos desindexar, desvincular e desobrigar todas as despesas de todos os entes federativos”, disse.

O próximo PEC (proposta de emenda constitucional) será o do pacto federativo. “Estamos mexendo em tudo ao mesmo tempo. É uma transformação sistêmica”, explicou o ministro. Durante a campanha, ele disse que o gasto com juros da dívida seria a segunda grande despesa a ser atacada. Para isso, “vamos desinvestir e desmobilizar ativos públicos”.

Para encurtar o tempo gasto, em geral de um ano e meio, para fazer uma privatização, Guedes quer um “fast track” para a venda e concessão de estatais. E, em vez de tratar uma a uma, ele fará a lista das empresas públicas a serem alienadas, que submeterá ao presidente da República. Aprovada, ela será enviada ao TCU (Tribunal de Contas da União) para uma avaliação geral e encaminhada ao Congresso, para aprovação de uma lei autorizando a inclusão dessas companhias no Programa de Desestatização.

O novo pacto federativo, segundo ele, tem várias dimensões, cujas partes serão levadas ao Senado. De um lado há a reforma tributária, que vai contemplar o Imposto sobre Transações Financeiras, o IVA-Dual e a redução de alíquotas do Imposto de Renda; de outro, o “fast-track” de privatizações.

CPMF

O ITF (Imposto sobre Transações Financeiras), uma espécie de recriação turbinada da antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), é “feio” e “chato”, mas a depender da alíquota pode render uma arrecadação de R$ 150 bilhões por ano, segundo o ministro Paulo Guedes.

Embora Guedes reconheça os impactos negativos relacionados à CPMF, as declarações que ele deu ao jornal Valor indicam que é mesmo o poder de arrecadação o que desperta tanto entusiasmo nele e no secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, antigo defensor da tributação das transações financeiras.

Lembrado de que o presidente disse ser contra a criação do novo tributo, Guedes respondeu falando do apoio que Jair Bolsonaro deu à reforma da Previdência, mesmo não querendo fazê-la.

“Ele [Bolsonaro] não tem entusiasmo, ele não gosta desse imposto sobre transações. Mas preciso desse imposto para desonerar a folha. Se a Câmara e o Senado não quiserem, continua com o imposto onerando a folha. O Imposto sobre Transações Financeiras é feio, é chato, mas arrecadou bem e por isso durou 13 anos”, disse o ministro, em referência à CPMF. “Conforme a alíquota, ele pode arrecadar até uns R$ 150 bilhões por ano.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Joaquin Phoenix emagreceu 23 quilos para interpretar vilão no filme “Coringa”
Projeto de lei apoiado por Eduardo Bolsonaro “libera” canabidiol
Pode te interessar