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Por Redação O Sul | 28 de setembro de 2019
Mais dois casos de sarampo foram confirmados nesta semana no Rio Grande do Sul, chegando a nove o total de registros da doença no Estado desde janeiro. Conforme a SES (Secretaria Estadual da Saúde), ambos os infectados moram em Porto Alegre e já receberam as medidas de bloqueio, incluindo a vacinação de pessoas próximas.
Os pacientes são uma mulher de 67 anos que esteve em contato com caso confirmado de sarampo durante viagem à Itália, enquanto o outro é um homem de 36 anos, que teve contato com um dos confirmados no próprio território gaúcho. Das outras sete confirmações anteriores, uma vive em Dois Irmãos (Vale do Sinos) e as demais na capital gaúcha.
Todos os casos no Estado têm histórico de viagem a locais com circulação do vírus (São Paulo ou Europa) ou vinculação a esses, por isso são considerados importados. No País, são mais de 4,5 mil casos registrados somente nos últimos 90 dias, quase 4,4 mil concentrados no Estado de São Paulo.
O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus. A transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo a outras pessoas. Qualquer indivíduo que apresente febre e manchas no corpo, acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite, deve procurar os serviços de saúde para a investigação.
Essa orientação vale principalmente para quem esteve nos 30 dias anteriores em viagem a locais com circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às secretarias municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, pelo número 150.
A forma mais efetiva de prevenção é a vacinação. Para ser considerada imunizada, a pessoa precisa ter o registro em caderneta de vacinação conforme esquema vacinal. A rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente doses com componente contra a doença (Dupla Viral, Tríplice Viral e Tetra Viral) à população com idade entre 6 meses e 49 anos, bem como para profissionais de saúde e demais pessoas envolvidas na assistência à saúde hospitalar.
“Dose zero” da vacina
Dentro da estratégia de enfrentamento ao surto do sarampo no País está a vacinação das crianças de 6 a 11 meses, público-alvo mais suscetível a casos graves e óbitos por conta da doença. No Rio Grande do Sul, são cerca de 70 mil bebês nessa faixa etária.
A medida preventiva indica a aplicação como uma “dose zero”, já que ela não substitui a primeira dose contra o sarampo no Calendário Básico Infantil, fornecida aos 12 meses de idade com a vacina tríplice viral (que também protege contra a rubéola e a caxumba). A proteção é completada aos 15 meses com a tetraviral (que também previne a varicela ou “catapora”).
A vacinação de rotina deve ser mantida independentemente de a criança ter tomado a “dose zero”. A medida deve permanecer enquanto o país não interromper a transmissão do vírus, que seria permanecer 90 dias sem novos casos.
Histórico no RS
– 2019: 9 casos (até essa sexta-feira);
– 2018: 47 casos;
– 2012-2017: nenhum registro;
– 2011: 8 casos;
– 2010: 7 casos;
– 1999: último caso autóctone.
Há 20 anos o Rio Grande do Sul não registra casos autóctones de sarampo. Depois de 1999, todos as confirmações são referentes a pessoas que pegaram a doença em viagem fora do Estado. Por isso, as cadeias de transmissão são consideradas importadas.
Situação nacional
O Brasil já registrou 5,3 mil casos de sarampo desde janeiro, sendo 4,5 mil somente nos últimos 90 dias. O Estado de São Paulo (com 4.374) é responsável por 97% dos casos no País.
Os 3% restantes estão distribuídos em Pernambuco (22), Rio de Janeiro (22), Minas Gerais (22), Paraná (13), Santa Catarina (12), Rio Grande do Sul (9), Ceará (5), Paraíba (5), Maranhão (4), Rio Grande do Norte (4), Goiás (4), Distrito Federal (3), Pará (3), Piauí (2), Mato Grosso do Sul (2), Sergipe (1), Bahia (1), Espírito Santo (1).
(Marcello Campos)
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