Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de outubro de 2019
A obra de estabilização da fachada da Casa Azul, casarão histórico localizado no Centro de Porto Alegre, está com 75% concluída. No momento, estão sendo instaladas as estruturas metálicas que sustentarão a parte frontal. A empresa executora é a Arquium Construções e Restauro Ltda., que tem prazo contratual até dezembro para terminar os serviços, iniciados em abril.
A Smim (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana), responsável pela contratação e fiscalização da obra, informa que, após a colocação final das estruturas metálicas, será feita a instalação de uma viga perimetral (espécie de reforço de sustentação das estruturas), de uma bandeja para receber rebocos que possam cair devido à deterioração da estrutura e de uma tela plástica.
Segundo o titular da Smim, Marcelo Gazen, o principal objetivo da prefeitura é liberar a mobilidade no entorno do prédio, prejudicada desde o isolamento e desvios de trânsito, em maio de 2018, devido ao risco de desabamento.
“Estamos trabalhando para que seja retomada a circulação de pedestres e veículos o mais rápido possível. Mesmo com a grande quantidade de chuvas registradas nos últimos dias, prejudicando a execução da obra, mantém-se a estimativa de que o trânsito seja liberado, pelo menos parcialmente, até o final do mês”, explica.
A estimativa de conclusão total da obra, com as mudanças necessárias no projeto por medida de segurança, teve um aditivo de prazo de 60 dias e por isso passou para até dezembro. O serviço é realizado com o acompanhamento permanente de um profissional de segurança do trabalho.
Orçamento
O valor inicial orçado era de aproximadamente R$ 400 mil, mas houve um acréscimo de cerca de R$ 60 mil. O aditivo de valor refere-se a uma mudança na execução da obra. A empresa, acompanhada pela fiscalização da prefeitura, detectou dificuldade para fazer a fundação com estacas e precisou optar por blocos de concreto.
Também foram encontradas rachaduras nas paredes de contraventamento e por isso foi necessário a instalação de uma viga perimetral para garantir a estabilidade. Como o projeto da obra foi desenvolvido em 2015, é compreensível o surgimento de intercorrências neste momento.
Histórico
Inicialmente, uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual determinou ao município e aos proprietários a restauração do imóvel, que é inventariado e tem risco de desabamento.
No final do ano passado, um acordo judicial definiu que as obras seriam realizadas sob a responsabilidade dos proprietários, com recursos da família bloqueados pela Justiça e ainda não liberados.
A recuperação está orçada em R$ 1,3 milhão. Após a liberação judicial, a prefeitura buscará o ressarcimento do montante que investiu na estabilização da fachada do prédio.
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