Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de agosto de 2015
O jornal norte-americano “The New York Times” publicou em seu site um texto sobre a situação política no Brasil e a denúncia feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
“As acusações são nada menos que avassaladoras: Promotores dizem que Eduardo Cunha, presidente da Câmara, recebeu cerca de 40 milhões de dólares em subornos para ele e seus aliados, saqueando a Petrobras, a companhia de petróleo comandada pelo governo, enquanto lavou dinheiro por meio de uma igreja evangélica”, destaca a publicação.
Nesta quinta-feira (20), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entregou ao STF (Supremo Tribunal Federal) a denúncia contra Cunha, um dos políticos investigados pela Operação Lava-Jato. No documento, o procurador diz que Cunha recebeu propina para intermediar contratos de compra de navios-sonda pela Petrobras.
No artigo, o periódico cita ainda as declarações que Cunha deu após a entrega da denúncia no STF e as alegações do deputado de que está sendo perseguido pela PGR. “Renunciar não é parte do meu vocabulário”, afirmou Cunha. Ele alegou inocência e argumentou que os promotores o estão perseguindo”, afirmou o jornal.
O “NYT” ressaltou ainda que “os escândalos envolvendo um figura proeminente atrás da outras estão levando o Brasil para a mais aguda crise política desde o restabelecimento da democracia”. De acordo com o jornal, a permanência de Cunha no comando da Câmara fará que a “resistência do Congresso seja testada ainda mais”. (AG)
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