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Brasil Um dia após ser solto, Lula ataca Globo, Bolsonaro e Sérgio Moro dizendo: “Eu estou de volta”

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A “festa” dos petistas foi terceirizada para parlamentares e dirigentes do partido. (Foto: Ricardo Stuckert/Partido dos Trabalhadores)

Em discurso um dia após ser solto da sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR), onde cumpria pena, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a Rede Globo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP). Embora tenha dito que tenha saído sem ódio dos quase 20 meses de prisão, Lula subiu o tom e partiu para o confronto político.

Lula chegou pouco depois das 13h na sede dos Sindicato dos Metalúrgicos, em São Paulo. Foi recebido por um tapete vermelho. Subiu ao palanque e começou o discurso pouco antes das 15h.

A primeira menção foi a um helicóptero da Rede Globo que sobrevoava a região. “Lá em cima tá o helicóptero da Rede Globo de televisão para falar ‘me…’ de novo sobre Lula e sobre nós.”

Em seguida, disse que assumiu um tom ameno durante a prisão. “Eu quando saí daqui [em 8 de abril] eu tinha uma missão. Eu fiquei numa solitária e por 580 dias e me preparei para não ter ódio, não ter sede de vingança. Eu queria provar que mesmo preso com eles eu dormia com a minha consciência tranquila”, disse.

No entanto, em seguida, atacou seus principais adversários. Brincou com o microfone que falhava (“Eu fiquei 580 dias sem ter com quem falar, agora quero falar”) antes de disparar contra Moro, Deltan Dallagnol, Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Eu duvido que o Moro durma com a consciência tranquila que eu estou. Eu duvido que o Deltan durma com a consciência tranquila. Eu duvido que o Bolsonaro durma com a consciência tranquila que durmo. Eu duvido que o destruidor de empregos Guedes durma com a consciência tranquila que durmo. E digo: eu estou de volta.”

Lula lembrou dos xingamentos à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na abertura da Copa do Mundo, em 2014. “Fui criado para não dizer palavrão. Não vou dizer palavrão a Bolsonaro, ele é o próprio palavrão.”

O ex-presidente voltou a criticar a mídia televisiva, sobretudo o que chamou de falta de cobertura dos vazamentos das conversas da Lava Jato. “Na cadeia, fui obrigado a ver TV aberta. O SBT foi uma vergonha, a Record está uma vergonha e a Globo continua uma vergonha. Eles não deram uma matéria sobre o Intercept, só uma para defender o Faustão”, disse.

Sob forte calor, muitas pessoas passaram mal. Militantes chamavam a atenção do palco para que paramédicos sejam chamados. Sem entender direito uma dessas sinalizações, Lula disse: “Deem água, abanem, espaço. Se eu for aí ajudar, vai ter mais confusão”.

Após discurso, Lula é carregado pelos militantes na frente da sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo.

Com informações do Portal UOL

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