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Brasil A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos criticou o “ativismo pró-aborto no Brasil” antes de encontro com o papa

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Damares passa bem e já está em casa. (Foto: Alan Santos/PR)

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, criticou em entrevista à Rádio Vaticano nesta sexta-feira (13) o que classificou como o “ativismo pró-aborto no Brasil”.

Antes de seu encontro com o papa Francisco agendado para a tarde desta sexta, ela falou sobre políticas públicas para gestantes e crianças de até 6 anos. E aproveitou o tema para dizer que o Brasil é uma “nação cristã” e que, por essa razão, precisa “proteger a vida”.

“Esse governo teve coragem de dizer publicamente que nós somos agora um governo que protege a vida desde a concepção. Isso causou um barulho no mundo, foi muito ousado e corajoso, mas nós estamos aqui admitindo e convocando o Brasil para proteger a vida desde a concepção”, afirmou a ministra, que é evangélica.

“Nos últimos anos, tivemos um ativismo muito pró-aborto no Brasil. A proteção da vida desde a concepção as pessoas estão entendendo que é uma ideologia contrária ao que estava lá. Não, não é nenhuma ideologia, não é nenhuma bandeira política, é o óbvio. Como nação cristã, nós precisamos proteger a vida desde a concepção”, afirmou a ministra, que defendeu a manutenção de leis contra o aborto. “A legislação brasileira está lá, não vamos fazer nenhum ativismo para mudar isso”.

Damares e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, estão em Roma para uma agenda de compromissos que incluiu o encontro com o papa Francisco.

O convite foi feito pelo Vaticano à Alma (Aliança das Primeiras-Damas Latino-Americanas), grupo lançado oficialmente em setembro e liderado por Silvana Abdo, esposa do presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez.

Nesta sexta, o papa Francisco celebrou 50 anos de sacerdócio. Em referência à data, Damares afirmou estar “muito contente” por participar desse “dia especial”. “Deus nos agraciou com esse momento”, disse ela.

Além de Michelle e Silvana, participaram as primeiras-damas da Argentina, Fabiola Yañez; da Colômbia, María Juliana Ruiz; e do Belize, Kim Simplis Barrow. O evento ocorreu no Palácio de São Calisto, sede italiana da fundação, e durou cerca de duas horas.

“Quando as vi, pensei que, em alguns momentos da história de minha pátria, foram as mulheres que teceram momentos heroicos, até as batalhas. Eu sonho com uma América Latina unida. Cada qual com sua identidade própria, mas unidos”, disse Jorge Bergoglio às primeiras-damas.

Antes do encontro com Francisco, Michelle e Damares visitaram a sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), também em Roma. Em seu perfil no Instagram, a primeira-dama disse que o objetivo “foi propor ações conjuntas com foco na melhoria das condições de vida das mulheres rurais”.

“Ainda trabalhamos os temas dos direitos das pessoas com deficiência e da nutrição na primeira infância, outras áreas de interesse prioritário da Alma”, acrescentou.

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