Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de janeiro de 2020
Superintendentes da PF (Polícia Federal) e integrantes da cúpula da corporação avaliam que o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, “por enquanto, ainda está forte” internamente no governo federal.
A avaliação dos policiais foi feita após o recuo do presidente Jair Bolsonaro da ideia de desmembrar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Na sexta-feira (24), Bolsonaro afirmou que, por hora, essa possibilidade está descartada.
Na quinta-feira (23), Bolsonaro afirmou em reunião em Brasília com secretários estaduais de Segurança Pública que estudava recriar o Ministério da Segurança Pública.
Em eventual mudança na configuração da Esplanada dos Ministérios, a política de combate à criminalidade seria retirada do domínio de Moro, esvaziando o papel do ex-juiz no governo.
Moro também perderia o controle da própria PF, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os três órgãos mais importantes da pasta.
O recuo de Bolsonaro foi recebido com alívio na cúpula da PF. Há duas certezas: a de que o atual momento de crise arrefeceu, mas que outros acontecerão durante o ano de 2020.
As informações são do blog de Matheus Leitão no portal G1.
Supremo
Depois de Jair Bolsonaro recuar da proposta de dividir o Ministério da Justiça, interlocutores próximos do presidente avaliam que a única forma de criar a pasta da Segurança Pública é com a indicação do ministro Sérgio Moro para o Supremo Tribunal Federal.
A primeira vaga deve ficar disponível em novembro, com a aposentadoria do ministro Celso de Mello, decano da Corte. O núcleo mais próximo de Bolsonaro reconhece que qualquer movimento para esvaziar agora a pasta de Moro traria enorme desgaste político ao governo e ao próprio presidente.
Desde meados do ano passado, Bolsonaro tem sinalizado a intenção de ampliar a influência no comando da Polícia Federal. A possibilidade de tirar do Ministério da Justiça a área da Segurança Pública abriria espaço para uma mudança na direção da PF (Polícia Federal).
“Com Moro na Justiça, qualquer movimento neste sentido teria uma reação negativa até mesmo dos apoiadores do governo”, reconheceu um aliado de Bolsonaro.
Sucessão
No ano passado, Bolsonaro já havia sinalizado que a primeira vaga no STF seria para o ministro André Mendonça, que comanda a Advocacia Geral da União (AGU). Naquele momento, ele afirmou que colocaria na Corte um nome “terrivelmente evangélico”.
Apesar disso, aliados avaliam que a indicação do nome de Moro poderia ser a melhor saída para dividir a pasta de Justiça. Segundo esses aliados, Moro receberia os 41 votos necessários para ter a indicação aprovada no Senado.
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