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Brasil Brasil fecha acordo para exportar mais veículos ao Uruguai

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Até 31 de dezembro, conforme os termos que foram negociados, haverá isenção de alíquotas para as exportações de 10.056 veículos e para o mesmo valor de autopeças. (Foto: Márcio Fernandes/AE)

Em busca da abertura de mercados para dar vazão à capacidade ociosa das montadoras, o Brasil poderá acelerar suas exportações de veículos ao Uruguai, conforme um novo acordo automotivo recém-fechado entre os dois países. O comércio de automóveis entre os dois parceiros do Mercosul é regido por um complexo sistema de cotas. Para cada dólar que o Brasil compra do Uruguai, em veículos e autopeças, tem o direito de vender uma certa quantidade de produtos no setor sem a incidência de imposto de importação.

Na prática, isso resultava em permissão para exportar 8.504 unidades (automóveis e comerciais leves) e 99,6 milhões de dólares em autopeças, no período compreendido entre 1 de julho de 2015 e 31 de junho de 2016. Pelo novo acordo, que é provisório, as montadoras brasileiras poderão vender mais e em um prazo menor.

Isenção de alíquotas

Até 31 de dezembro, conforme os termos que foram negociados, haverá isenção de alíquotas para as exportações de 10.056 veículos e para o mesmo valor de autopeças. Ou seja, as montadoras ficam livres para exportar mais ao Uruguai nos próximos meses, sem a preocupação de distribuir essa cota até meados de 2016. “Estamos no meio de uma ofensiva”, disse o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, mostrando-se otimista com a perspectiva de fechar um acordo com a Colômbia e de avançar na liberalização do comércio automotivo com o Peru.

Regras definitivas

O acordo com o Uruguai tem vigência imediata, mas é provisório. As regras definitivas serão discutidas entre o governo brasileiro e o país vizinho nos próximos três meses. Duas videoconferências estão programadas entre as equipes técnicas e haverá uma reunião em outubro.
A maior abertura do mercado uruguaio representa o início da colheita da ofensiva feita pelo Brasil em negociações automotivas. O governo havia prorrogado, no primeiro semestre, os acordos em vigência com a Argentina e com o México. A ministra de Indústria da Colômbia, Cecilia Álvarez-Correa, é esperada em Brasília para fechar um acordo. Em outra frente de discussões, o governo brasileiro busca antecipar a liberalização do comércio com o Peru, incluindo a indústria automotiva. (Valor Econômico)

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