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Brasil Governo age para barrar no PT ataque ao presidente da Câmara

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Para petistas, afastamento de Eduardo Cunha isolaria ainda mais a legenda. (Foto: Nilson Bastian/Agência Câmara)

Receoso da reação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governo trabalhou para evitar adesão maior do PT à nota de parlamentares pelo afastamento do peemedebista do comando da Casa, em decorrência da denúncia feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de que o parlamentar recebeu propina de contratos na Petrobras.
A avaliação feita pelo grupo majoritário do PT e do governo é de que a estratégia de cobrar o afastamento de Cunha, além de ser contraditória com a defesa que os petistas fazem de seus próprios acusados, tende ao fracasso e a agravar o isolamento político do Palácio do Planalto na Câmara. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos que prega “cautela” com a situação.
Para dois petistas com influência na Câmara, sem apoio dos demais partidos, a cobrança para que Cunha se afastasse dificilmente teria efeito prático e só isolaria ainda mais o PT, já de fora das principais funções da Casa.
“Ele [Cunha] tem retaliado o governo o máximo que pode. A única coisa que freia a postura dele é a pressão da sociedade contra certas pautas”, afirmou o deputado Henrique Fontana (PT-RS).
Fontana é um dos 35 signatários de nota para pedir o afastamento do presidente da Câmara. Além dos petistas, o manifesto incluiu deputados de outros oito partidos, sendo seis do PSB e quatro do PSOL.
Segundo relatos, o líder do governo na Câmara, deputado federal José Guimarães (PT-CE), articulou a retirada de assinaturas da base aliada e da corrente majoritária do PT, a CNB (Construindo um Novo Brasil). O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ficou encarregado de convencer deputados da Mensagem ao Partido, como Alessandro Molon (RJ), a recuarem da nota, e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ligou para Fontana – que negou o contato.
A mobilização do Planalto começou já no dia seguinte à denúncia, quando o presidente do PT, Rui Falcão, disse que a acusação era “gravíssima” e que o partido se reuniria em três dias para discutir o que fazer.

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