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Brasil Quatro desembargadores se declararam suspeitos para analisar a denúncia do ex-governador do Rio Sérgio Cabral

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Cabral disse que a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo sabia da existência de um caixa paralelo. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Quatro dos 25 desembargadores do Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) se julgaram impedidos para analisar a denúncia contra o ex-procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes por envolvimento com o esquema do ex-governador do Estado Sérgio Cabral.

Entre os suspeitos está o ex-presidente do tribunal Luiz Zveiter.

Também ficam de fora do julgamento na tarde desta segunda-feira (10) os desembargadores Maria Ines da Penha Gaspar, Nildson Araújo da Cruz e Odete Knaack de Souza.

Caixa paralelo

Na primeira vez em que foi ouvido como delator, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral disse que a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo sabia da existência de um caixa paralelo que gerava lucros ao esquema de lavagem de dinheiro comandado por ele e que ela usufruía do dinheiro ilegal. No entanto, nega que Adriana soubesse detalhes do esquema criminoso.

“Ela sabia que eu tinha um caixa paralelo, que meus gastos eram incompatíveis com minha receita formal. (…) Liderando esse tipo de conduta recriminada, um companheiro ou companheira de quem esteja nessa situação vai convivendo, mas ela nunca sentou com nenhum fornecedor. Não estou falando para proteger. Estou dizendo porque é a pura verdade. Mas (Adriana Ancelmo) usufruiu largamente (o dinheiro de propina)”.

Cabral admitiu que a então primeira-dama pediu a Thiago Aragão, o advogado do escritório do qual ela é sócia, para lavar o dinheiro. Ela nega a lavagem de dinheiro.

Na primeira vez em que foi ouvido como delator, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral disse que a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo sabia da existência de um caixa paralelo que gerava lucros ao esquema de lavagem de dinheiro comandado por ele e que ela usufruía do dinheiro ilegal. No entanto, nega que Adriana soubesse detalhes do esquema criminoso.

“Ela sabia que eu tinha um caixa paralelo, que meus gastos eram incompatíveis com minha receita formal. (…) Liderando esse tipo de conduta recriminada, um companheiro ou companheira de quem esteja nessa situação vai convivendo, mas ela nunca sentou com nenhum fornecedor. Não estou falando para proteger. Estou dizendo porque é a pura verdade. Mas (Adriana Ancelmo) usufruiu largamente (o dinheiro de propina)”.

Cabral admitiu que a então primeira-dama pediu a Thiago Aragão, o advogado do escritório do qual ela é sócia, para lavar o dinheiro. Ela nega a lavagem de dinheiro.

Bretas

O juiz Marcelo Bretas informou ao início da audiência que ainda não recebeu formalmente o aviso da delação, mas brincou com o réu: “O senhor foi promovido”.

O acordo foi celebrado com a Polícia Federal e, segundo o portal G1 apurou, o Ministério Público Federal (MPF) discorda do acordo por considerá-lo o líder da organização criminosa.

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