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Notícias Uma empresa norte-americana apresentou ao governo gaúcho o projeto do futuro trem mais rápido do mundo

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Ainda em fase de testes, o Hyperloop poderá atingir velocidade de 1.200 Km/h.

Foto: Reprodução
Ainda em fase de testes, o Hyperloop poderá atingir velocidade de 1.200 Km/h. (Foto: Reprodução)

O Rio Grande do Sul está entre os possíveis alvos da companhia norte-americana Hyperloop Transportation Technologies, responsável pelo projeto – em fase experimental – para o desenvolvimento de um trem de alta velocidade, capaz de atingir 1.200 quilômetros por hora – um recorde para esse tipo de transporte. Essa tecnologia foi detalhada pela empresa ao governador gaúcho Eduardo Leite.

Em reunião nessa quinta-feira no Palácio Piratini, o funcionamento do sistema, que prevê a circulação dos vagões por estruturas de formato tubular, foi explicado pelo fundador e presidente da Hyperloop, Dirk Ahlborn, e pelo diretor da empresa na América Latina, Ricardo Penzin.

Eles ressaltaram o fato de que a tecnologia já está em fase de implementação em alguns países e que o momento, agora, é de busca por parcerias para que o projeto “desembarque” no Brasil. Segundo publicações especializadas, já estaria em curso um plano para que o trem ultraveloz faça o trajeto Rio de Janeiro e São Paulo – em apenas 25 minutos, metade do tempo necessário para o deslocamento de avião.

O governador disse que o Estado tem total interesse em desenvolver a sua mobilidade e infraestrutura. Ele sugeriu a formação de um grupo de trabalho sobre o tema, envolvendo o setor público, empresas e universidades gaúchas. Também pediu que o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb, e seu adjunto José Fernando de Mattos, conduzam essa tarefa.

Como funciona

A estrutura do Hyperloop consiste em um grande tubo a vácuo, que utiliza turbinas e imãs para levitar e movimentar uma cápsula semelhante a um trem, que é capaz de carregar passageiros enquanto viaja em alta velocidade. É justamente essa levitação sobre os trilhos que permite que o trem ande tão rápido, porque não há qualquer atrito que limite a movimentação.

Segundo a direção da companhia, é possível usar estruturas já existentes, como as próprias rodovias, para a construção do trem: “E o ideal é que o sistema não seja subterrâneo, a fim de aproveitar a energia solar”. A tecnologia utiliza tubos com baixa pressão atmosférica, com um sistema magnético substituindo os trilhos. Com isso, ao invés de deslizar, as cápsulas com capacidade para 30 pessoas flutuam.

A ideia é baseada nos conceitos desenvolvidos por Elon Musk, dono e executivo da Tesla. A Hyperloop já iniciou um projeto nos Emirados Árabes Unidos. O trem vai ligar Abu Dhabi, Al-Ain e Dubai, uma distância de 150 quilômetros, em apenas 15 minutos. Orçamento: R$ 27 bilhões (cerca de R$ 180 milhões por quilômetro). As primeiras viagens devem acontecer já neste ano, com previsão de exploração comercial do serviço em 2023.

“O Brasil deve figurar na segunda leva de investimentos, prevista para daqui a cinco anos”, estima a companhia norte-americana. Apesar de manter conversas com empresas privadas, as tratativas com o poder público não têm avançado no País. A companhia chegou a anunciar um acordo para um centro de pesquisa em Contagem (MG), mas no ano seguinte a iniciativa foi cancelada por falta de verbas do governo estadual.

Informações extraoficiais indicaram que a unidade poderia ser instalada em São Paulo após o fracasso no primeiro acordo, mas a Hyperloop reclamou de dificuldades na negociação com o governo paulista. Depois disso, a empresa mirou em Curitiba (PR) como novo ponto para seu laboratório.

Segundo a empresa, também há falta de regras e regulamentações em relação a construção de trens movidos a levitação magnética. Isso torna o Brasil um sonho distante os planos do trem de 1.200 Km/h.

(Marcello Campos)

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