Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2020
O setor de turismo pode fechar 50 milhões postos de trabalho em todo mundo devido aos efeitos do coronavírus e às restrições de viagens aplicadas em diferentes países, como as anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo estimativas da World Travel & Tourism Council (WTTC), entidade internacional do setor, serão afetadas ao menos 25% das viagens previstas para 2020.
“Para muitas empresas, a questão será quanto tempo conseguirão ficar abertas sem obter nenhuma receita e tendo que arcar com grandes prejuízos com reembolsos aos clientes”, afirmou Virginia Messina, diretora-gerente da associação.
A WTTC estima que ao menos 16% dos empregos no setor estejam em risco. Ao todo, as empresas de turismo empregam 319 milhões em todo mundo.
As consequências serão “devastadoras” para as operadoras de cruzeiro, alerta Messina. Empresas que dependem muito dos turistas chineses, o grupo que mais gasta dinheiro em viagens, também serão fortemente afetadas, prevê a WTTC.
A entidade destaca, porém, que o setor tem se tornado mais resiliente às crises nos últimos anos. A WTTC estudou 90 crises e constatou que, atualmente, a indústria se recupera em torno de 10 meses. Dez anos atrás, o tempo para retomada era de 24 meses.
Saída de novos cruzeiros
Na tentativa de evitar a transmissão do novo coronavírus, o Ministério da Saúde disse nesta sexta-feira (13) que a saída de novos cruzeiros no país será vetada enquanto durar a situação de emergência pelo covid-19.
Segundo o secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira, a pasta deve notificar órgãos de turismo no âmbito federal e estados para suspensão das viagens.
“É uma determinação. Não é possível termos uma concentração de pessoas nesse momento em cruzeiros no Brasil. Temos mais de 21 cruzeiros para iniciar. Muitos idosos se concentram nesses locais, onde historicamente a transmissão respiratória é mais facilitada”, afirmou.
“Enquanto durar a declaração de emergência, os cruzeiros turísticos estarão interrompidos.”
Questionado sobre quais ações devem ser adotadas em cruzeiros que já estão em alto-mar, Oliveira diz que a situação deve ser avaliada caso a caso.
“Se é um cruzeiro com pessoas dentro, que está em trânsito, obviamente temos que equacionar essas situações para que as pessoas tenham segurança, atenção, cuidado e respeito no manejo. Mas se é um cruzeiro que não iniciou ainda, tem que ser interrompido, não vou dar continuidade”, afirmou.
De acordo com o secretário, uma orientação possível é que o cruzeiro tenha pontos de parada suspensos. As informações são dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.
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