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Economia Por causa do coronavírus, as locadoras de veículos registram queda de 90% na demanda de pessoas físicas

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O cancelamento de voos e a queda no consumo por conta das medidas de trabalho remoto estão afetando a demanda das locadoras de veículos no Brasil. (Foto: Divulgação)

O cancelamento de voos e a queda no consumo por conta das medidas de trabalho remoto estão afetando a demanda das locadoras de veículos no Brasil. Segundo a associação das empresas do setor, a Abla, a atividade de locação para pessoas físicas (RAC) praticamente parou nos últimos dias, com queda de 90% na demanda. No atendimento às empresas (GTF), a retração está na faixa de 20%, por conta da renegociação de contratos.

“Boa parte das locadoras está com o pátio cheio”, diz Paulo Miguel Junior, presidente do conselho nacional da Abla.

Pouca margem de negociação

De acordo com ele, as locadoras têm pouca margem de negociação em termos de preço de locação, por isso as conversas com as empresas têm se direcionado para reavaliação dos prazos de pagamento. Mas nesse aspecto o espaço também é limitado já que os recursos que entram estão atrelados ao pagamento da compra de carros junto às montadoras. “As negociações estão sendo feitas caso a caso”, disse.

Demanda das empresas

A demanda das empresas representa 52% do mercado, enquanto o aluguel para pessoas físicas fica com os outros 48%. Em 2019, foram realizadas 49,6 milhões de diárias de locações, um crescimento de 15% em relação a 2018. O Brasil tem mais de 10,8 mil locadoras, com uma frota de quase 998 mil carros. A maior parte da oferta está concentrada na Localiza, Unidas e Movida, os maiores nomes do setor.

Segundo Miguel Junior, no momento, há conversas com bancos para avaliar a possibilidade de postergação do pagamento de alguns vencimentos. A Abla também levou ao governo o pedido de retirada do IOF da base de cálculo de contratos de financiamento que forem renegociados com as instituições.

Outro pedido é o adiamento ou o parcelamento do pagamento de PIS/Cofins e Imposto de Renda. “O governo já anunciou medidas para quem é optante do Simples, mas a maioria das locadoras está no lucro real e os impostos incidem diretamente sobre a receita”, diz. Também está na pauta a inclusão da locação de carros como atividade essencial por parte do governo federal, como já foi feito no Estado de São Paulo. As informações são do jornal Valor Econômico.

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