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Geral Após a fala de Bolsonaro, Rosângela Moro, mulher do ministro da Justiça, defende o ministro da Saúde

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Rosangela Moro, mulher de Sérgio Moro, diz que “entre ciência e achismos eu fico com a ciência”.(Foto: Reprodução/Instagram)

Rosangela Moro, mulher de Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro, postou na noite de quinta-feira (2) no Instagram uma foto e uma mensagem de apoio ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Rosangela escreveu: “Entre ciência e achismos eu fico com a ciência. Se você chega doente em um médico, se tem uma doença rara você não quer ouvir um técnico?”.

Na sequência, ela afirmou que Mandetta “tem sido o médico de todos nós”. “In Mandetta I trust”, completou. O post, no entanto, ficou poucos minutos no ar e já foi apagado.

Ele foi postado por ela após Jair Bolsonaro ter feito críticas a Mandetta durante entrevista à rádio Joven Pan. O presidente disse que o ministro precisava de mais humildade.

“O Mandetta quer fazer muito a vontade dele. Pode ser que ele esteja certo. Pode ser. Mas está faltando um pouco mais de humildade para ele, para conduzir o Brasil neste momento difícil que encontramos e que precisamos dele para vencer essa batalha”​, afirmou Bolsonaro.

Segundo Bolsonaro, o ministro “extrapolou” no enfrentamento da pandemia do coronavírus e teria, em alguns momentos, que “ouvir mais o presidente da República”​.

Em outra postagem, mais cedo, Rosangela compartilhou uma reportagem que tinha como chamada a frase do marido: “Tem que seguir as regras de isolamento, mas manter a calma”.

Abaixo, ela escreveu: “E mais ministro, temos que ter discernimento (capacidade de compreender situações, de separar o certo do errado)”. E também finalizou com “in Moro I trust”.

Na última terça (31), a Folha mostrou que Sérgio Moro e Paulo Guedes uniram-se nos bastidores no apoio a Mandetta e na defesa da manutenção das medidas de distanciamento social e isolamento da população no combate à pandemia do coronavírus.

O trio formou uma espécie de bloco antagônico, criando um movimento oposto ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro, contrário ao confinamento das pessoas, incluindo o fechamento do comércio.

Na noite de quinta, em entrevista à Jovem Pan, Bolsonaro, que havia adotado um discurso mais moderado em pronunciamento na terça (31), voltou a minimizar a pandemia e a defender a retomada de atividades.

“Para abrir comércio, eu posso abrir em uma canetada. Enquanto o Supremo e o Legislativo não suspenderem os efeitos do meu decreto, o comércio vai ser aberto. É assim que funciona, na base da lei”, disse.

“Eu estou esperando o povo pedir mais, porque o que eu tenho de base de apoio são alguns parlamentares. Tudo bem, não é maioria, mas tenho o povo do nosso lado. Eu só posso tomar certas decisões com o povo estando comigo”, afirmou.

O presidente defendeu que, a partir da próxima segunda-feira (6), estados e municípios determinem uma reabertura gradual da atividade comercial, evitando um aumento no desemprego. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

 

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