Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2020
Quase 80 acreanos que estudam na Bolívia conseguiram voltar para o Acre em meio a pandemia do novo coronavírus. Os estudantes foram repatriados para o Brasil na última sexta-feira (17).
Os jovens cursam medicina em Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra e tiveram as aulas suspensas por causa da pandemia de Covid-19. Eles estavam impedidos de sair do país e o governo do estado montou uma estratégia para que eles pudessem voltar ao Estado.
A ação foi coordenada pelo pelo governo do Acre, em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac), Instituto Federal (Ifac), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do deputado federal Alan Rick.
As instituições de ensino cederam dois ônibus, que saíram da cidade de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, para a capital acreana, Rio Branco.
Toda viagem demorou quatro dias. Os veículos foram escoltados pela PRF até a capital acreana.
Recepção
O grupo foi levado para o Colégio Militar Dom Pedro II, em Rio Branco, e foi recebido com café da manhã e parentes. Todos vão ficar em quarentena por 14 dias.
Foi na escola militar que os estudantes já receberam os primeiros atendimentos da Vigilância Epidemiológica municipal. A equipe vai acompanhar os alunos durante o período de isolamento.
“Fazemos monitoramento e se apresentarem algum sintoma são encaminhados para a unidade de referência”, explicou o chefe da Vigilância, José Ribamar Carvalho.
Carvalho acrescentou que alguns dos estudantes moram no interior do estado, mas que a equipe da Vigilância de cada cidade já foi informada e vai acompanhar o morador.
“Os do interior foram encaminhamos para a Vigilância do município, passamos os endereços. Se apresentarem sintomas, vão fazer testes. Nenhum apresentou sintoma ainda, mas chegaram cansados”, afirmou.
Dificuldades
O estudante Marcos Alírio Freire disse que o grupo enfrentou inúmeras dificuldades até chegar em Rio Branco. Ele disse que chegou a ser detido em Corumbá por desrespeitar um decreto da cidade, que desconhecia, e foram proibidos de passar por Rondônia.
“O chefe de Anvisa [de Corumbá] disse que deveríamos cumprir as medidas deles, que não deveríamos estar ali, que nosso lugar era na Bolívia. Tivemos dificuldades no Mato Grosso do Sul, já no Mato Grosso tivemos mais facilidade, conseguimos ficar no hotel. Em Rondônia, fomos proibidos de parar dentro do estado. Fomos escoltados para garantir a saída imediata do Estado”, relembrou.
Para Freire, chegar no Acre foi um momento de alívio. “Tivemos um gasto alto com hospedagem. Foram muitas dificuldades, mas graças a Deus chegamos bem”, disse.
Limpeza em ônibus
Os dois veículos que trouxeram os alunos passaram por uma desinfecção após a viagem. A limpeza foi feita por equipes de uma empresa privada com produtos químicos.
A higienização foi feita na parte interna e externa dos veículos.
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