Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Na Alemanha, sobram leitos e faltam pacientes: Hospitais têm 150 mil vagas desocupadas

Compartilhe esta notícia:

Fiocruz considera alto risco onde mais de 80% das UTIs estão ocupadas. (Foto: Reprodução)

Os hospitais da Alemanha alertam que a pandemia de coronavírus vem causando um problema incomum: em vez da falta de leitos hospitalares e de respiradores, uma queixa de outros lugares do mundo, há escassez de pacientes. Muitos já disseram que pretendem cortar a carga horária das equipes médicas em razão da falta de doentes.

A Alemanha tem quase 140 mil casos confirmados de covid-19, mas registrou muito menos mortes do que os países vizinhos – foram pouco mais de 4 mil óbitos. Em comparação, a França tem 147 mil infectados, um número apenas um pouco maior que o alemão, mas 18,6 mil mortos, quase cinco vezes mais. O Reino Unido tem 110 mil casos confirmados e quase 15 mil mortos.

Enquanto os EUA e a maioria dos países da Europa estão com hospitais e UTIs sobrecarregados por pacientes com coronavírus, um programa de testes extensos e outros esforços de mitigação reduziram o peso da pandemia sobre o sistema de saúde alemão. “A Alemanha agiu muito no início da pandemia”, disse Christian Drosten, virologista do hospital Charité, de Berlim.

Antes do surto, a Alemanha já possuía uma das maiores quantidades de leitos de UTI per capita da Europa. Desde então, as autoridades de saúde expandiram ainda mais a capacidade, oferecendo compensação a hospitais que adiassem cirurgias não essenciais. Com isso, segundo a Associação de Hospitais da Alemanha (DKG, na sigla em alemão), o país tem 150 mil leitos vazios de um total de meio milhão. Das 40 mil vagas de UTI, pelo menos 10 mil estão disponíveis.

A maior preocupação das autoridades é que os números possam dar uma falsa sensação de segurança. Na semana passada, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que um leve aumento na atual taxa de reprodução do coronavírus pode significar que o sistema de saúde da Alemanha entre em colapso no meio do ano. “A curva ficou mais achatada. Mas ainda estamos em uma situação frágil”, disse.

A DKG, no entanto, é mais otimista e não considera uma sobrecarga provável no curto prazo. “Se a tendência atual continuar, não esperamos sobrecarga de pacientes nas próximas duas ou três semanas”, afirmou Joachim Odenbach, porta-voz da associação. “Agora, devemos retomar cuidadosamente as cirurgias que foram colocadas em espera.”

O sucesso da Alemanha passa por um programa metódico de testagem. O nível de testes no país chega a 20 mil para cada milhão de habitantes – no Brasil, não chega a 300 por milhão de pessoas. Ao lado dos exames caminha um processo de monitoramento rigoroso dos infectados.

Além dos testes, a Alemanha já apresentava números consistentes antes da pandemia. O país gasta € 5,2 mil per capita com saúde (cerca de R$ 26 mil) – no Brasil, o gasto per capita é de R$ 1,2 mil. Os investimentos em pesquisa científica também deram resultados. O epidemiologista Olfert Landt, de 54 anos, desenvolveu o primeiro teste para identificar a covid-19, aprovado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em janeiro, uma semana antes de os chineses começarem a testar em massa na cidade de Wuhan.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Estados dos Estados Unidos resistem em reabrir as suas economias enquanto casos de coronavírus crescem no país
Um juiz invocou sobrevivência e autorizou um desempregado a sacar 1 mil e 45 reais de seu FGTS
Pode te interessar