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Economia Dólar tem terceiro dia de queda e fecha em R$ 5,35

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Bolsa de valores sobe pelo segundo dia seguido.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Bolsa de valores sobe pelo segundo dia seguido. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Em um dia de melhora nos mercados externos e de alívio no mercado doméstico, o dólar caiu pelo terceiro dia seguido e fechou abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez em nove dias. A bolsa de valores voltou a subir e atingiu o maior nível em 50 dias.

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (29) vendido a R$ 5,355, com recuo de R$ 0,162 (-2,94%). Em pontos percentuais, esta foi a maior queda para um dia desde 8 de junho de 2018, quando a cotação tinha fechado em queda de 5,59%. A cotação está no menor valor desde 20 de abril, quando tinha encerrado em R$ 5,309.

A moeda norte-americana operou em baixa durante todo o dia, mas intensificou o ritmo de queda durante a tarde, até fechar na mínima do dia. Em 2020, o dólar comercial acumula alta de 33,45%.

O BC (Banco Central) voltou a atuar no mercado, mas de maneira discreta. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais, mas fez operações compromissadas com títulos da dívida pública brasileira em dólares. Nesse tipo de operação, o BC compra títulos soberanos brasileiros com dinheiro das reservas internacionais, com a promessa de desfazer a transação daqui a uns meses.

Bolsas

O dia foi marcado pela recuperação na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), emendou o terceiro dia seguido de alta. O indicador fechou esta quarta aos 83.171 pontos, com alta de 2,29%. O índice está no maior nível desde 11 de março.

O Ibovespa seguiu os mercados externos. As principais bolsas europeias subiram nesta quarta, com o anúncio de relaxamento da quarentena na Espanha e na Itália. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com alta de 2,21%, após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos caiu 4,8% de janeiro a março em taxas anualizadas, quando o desempenho de um trimestre é projetado para os 12 meses anteriores.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

No Brasil, os investidores refletiram o anúncio, pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o compromisso com o controle fiscal e com a agenda de reformas estruturais. O ministro fez as declarações em conferência com investidores pela manhã.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo voltaram a se recuperar. Por volta das 19h, o barril do tipo Brent era vendido a US$ 22,69, com alta de 10,9%. Esse barril serve de referência para o mercado internacional de petróleo, sendo usado nas projeções da Petrobras.

O desempenho do mercado internacional refletiu-se nas ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 5,44% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) tiveram ganho de 5,51%.

A guerra de preços de petróleo começou há quase dois meses, quando Arábia Saudita e Rússia aumentaram a produção, mesmo com os preços em queda. Segundo a Petrobras, a extração do petróleo só é viável no longo prazo para cotações a partir de US$ 45. No curto prazo, a companhia pode extrair petróleo a US$ 19, no limite dos custos da empresa.

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