Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de abril de 2020
Os Estados Unidos relataram mais de 1 milhão de infecções de coronavírus só por causa da testagem, disse nessa quarta-feira (29) o presidente norte-americano, Donald Trump, louvando o esforço por ser muito “melhor do que em qualquer país do mundo”.
Os comentários no Twitter coincidiram com alertas de autoridades de saúde estaduais de que a escassez de profissionais treinados e materiais está limitando a capacidade de realizar exames.
“A única razão de os EUA terem relatado 1 milhão de casos de coronavírus é nosso sistema de exames ser tããão melhor do que de qualquer país do mundo”, tuitou Trump.
“Outros países estão muito atrás de nós nos exames, e portanto mostrando muito menos casos.”
Uma contagem da Reuters mostra que os Estados Unidos têm de longe o maior número de casos confirmados, mais de 1 milhão. Em todo o mundo, os casos passam de 3,1 milhões e as mortes somam mais de 216 mil, apontam cálculos da Reuters.
O número de mortes pela Covid-19 nos Estados Unidos ultrapassou as 60 mil nessa quarta, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins que monitora casos de novo coronavírus pelo mundo.
A situação é mais grave em Nova York. Na maior cidade dos EUA, mais de 18 mil pessoas morreram de Covid-19.
Reabertura
A nova marca foi atingida em um momento em que Estados norte-americanos como a Geórgia reabrem algumas atividades econômicas. Na Califórnia, onde a abertura e fechamento de praias ficou a cargo de autoridades locais, houve aglomeração e protestos no fim de semana.
O presidente Donald Trump chegou a criticar a reabertura precoce dos negócios na Geórgia, mas tem deixado a cargo dos governadores as decisões sobre as medidas — na terça, ele sugeriu à Flórida encerrar voos para o Brasil.
Trump, afirmou que “acompanha de perto” o que chamou de “surto sério” de novo coronavírus no Brasil. O republicano ainda alertou que o país tomou um rumo diferente no combate à pandemia de Covid-19 na comparação com outros países da América do Sul.
“O Brasil tem um surto sério, como vocês sabem. Eles também foram em outra direção que outros países da América do Sul, se você olhar os dados, vai ver o que aconteceu infelizmente com o Brasil”, disse Trump.
A afirmação do presidente norte-americano veio em resposta a perguntas sobre os voos internacionais ainda em operação. Ainda há viagens aéreas entre Brasil e EUA, mas em menor frequência devido à pandemia.
O governador da Flórida, Ron DeSantis, estava na reunião com Trump e disse que ainda não vê necessidade de suspender de vez os voos de Miami e Fort Lauderdale ao Brasil. Porém, o presidente insistiu:
“Se precisar [interromper voos], nos avise”.
Depois, Trump disse que avalia testar passageiros de voos internacionais saídos de “áreas muito infectadas” e afirmou que “o Brasil está chegando nessa categoria”.
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