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Mundo Cientistas detectaram a presença do coronavírus no ar em hospitais da China

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Estudo analisou 11 países europeus. (Foto: Reprodução)

O coronavírus Sars-CoV-2 pode permanecer no ar por tempo indeterminado em ambientes abertos e no interior de prédios. A descoberta mostra que o risco de contágio é substancialmente maior, alerta um estudo publicado na revista Nature.

Partículas em suspensão do coronavírus, em aerossol, foram detectadas no monitoramento ambiental de dois hospitais de tratamento de Covid 19 e de áreas públicas vizinhas a eles em Wuhan, na China.

Os cientistas chineses que realizaram a pesquisa, porém, não puderam ainda determinar o potencial de infecção dos vírus em suspensão no ar. Os pesquisadores destacaram que o número de amostras analisado é pequeno, mas a descoberta é importante o suficiente para alertar sobre a necessidade de evitar multidões, manter a boa ventilação e realizar desinfecção cuidadosa de todos os ambientes.

Perda de olfato e paladar

Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Padova, na Itália, revela que a perda do olfato e do paladar estão entre os principais sintomas da Covid-19. A descoberta foi publicada no periódico científico Jama no último dia 22.

A pesquisa foi realizada com mais de 200 italianos que testaram positivo para o novo coronavírus. Segundo os especialistas, 65% deles relataram uma alteração no paladar ou no olfato imediatamente antes ou logo após serem diagnosticados com a Covid-19.

O artigo corrobora os achados de outra pesquisa que está sendo conduzida por uma equipe internacional de cientistas. Neste outro estudo, pessoas que foram diagnosticadas com o novo coronavírus têm de responder um questionário online.

O intuito deles é descobrir conexões entre os sentidos químicos (isto é, o gustativo e o olfativo) e a Covid-19. “Os sintomas de olfato e paladar não são importantes apenas por si mesmos, mas também nos dão pistas sobre como o vírus está funcionando”, disse a neurocientista Leslie Kay, da Universidade de Chicago, nos Estados Unido, em comunicado.

Segundo Kay, o fato de algumas pessoas apresentarem perda de olfato e não exibirem outros sintomas sugere que o novo coronavírus não bloqueia as vias aéreas como um resfriado ou sinusite. A hipótese é que o microrganismo atinge o epitélio sensorial no nariz, que é a parte da via aérea nasal com receptores de odor.

Vale ressaltar que a perda de paladar ou olfato não é necessariamente um precursor de outros sintomas. De acordo com a pesquisa italiana, apenas 12% dos pacientes relataram esses sintomas no início da infecção — e só 3% disseram que esse foi o único sintoma apresentado.

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