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Flavio Pereira Presidente Jair Bolsonaro manda fiscalizar R$ 140 bilhões destinados a Estados e municípios

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Presidente Jair Bolsonaro e o ministro da CGU, Wagner Rosário. (Foto Agência Brasil)

O governo federal vai intensificar a fiscalização dos R$ 140 bilhões que já foram empenhados para Estados e municípios, depois de inúmeras denúncias indicando casos de corrupção na compra sem licitação, de equipamentos para a área da saúde. Apenas ontem, novos casos foram denunciados no Rio de Janeiro, Minas Gerais, e no Pará, com operações realizadas pela Polícia Federal. Jair Bolsonaro anunciou que determinou ao ministro Wagner Rosário, da Controladoria Geral da União, órgão federal responsável pela fiscalização dos gastos públicos, que atue preventivamente, “permitindo que os recursos cheguem de maneira segura ao usuário final, o povo brasileiro”.

Operação Favorito, a Lava-Jato da Saúde

Tem razão o presidente Jair Bolsonaro em determinar aos órgãos federais que intensifiquem a fiscalização quanto ao uso dos recursos destinados para o combate à epidemia. Nos últimos dias têm surgido novas denúncias de corrupção. A Operação Favorito, mais uma fase da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, por exemplo, cumpriu ontem 42 mandados de busca nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará identificando casos de corrupção com recursos da saúde. No Pará, o comando da pasta da saúde está com o gaúcho Alberto Beltrame.

Mesmo com quarentena, mortes continuam

O médico e deputado federal Osmar Terra avalia que o número de mortes até agora no país apenas confirma sua afirmativa de que os governos estaduais e municipais implantaram “uma quarentena sem sentido, que não impediu mais de 13.000 mortes até agora”. Terra cita outra consequência da quarentena que não está impedindo as mortes: “Mais de 600 mil empresas fechadas e 9 milhões de desempregados, diz Sebrae – Sincomércio”.

Orçamento transparente do RS para 2021: buraco de R$ 7,9 bilhões

O cenário do orçamento do Rio Grande do Sul para 2021 é desastroso, por conta das consequências econômicas da pandemia. Os números estão no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias que o governo do Estado protocolou na Assembleia Legislativa ontem. A proposta prevê receita estimada em R$ 43,581 bilhões (sem considerar as transferências não confirmadas), e um déficit orçamentário de R$ 7,9 bilhões.

Chegam R$ 174 milhões da bancada gaúcha

O esforço conjunto da bancada federal gaúcha – 31 deputados federais e três senadores –, reunindo as emendas parlamentares para aplicação na saúde pública, produziu resultado concreto esta semana. O governador gaúcho Eduardo Leite anunciou que foram liberados os R$ 174 milhões para a saúde pública destinados pela bancada federal. Deste total, R$ 99,3 milhões irão para o governo do Estado (R$ 76,2 milhões) e os municípios (R$ 23,1 milhões) custearem ações e serviços necessários ao enfrentamento do coronavírus.

 

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