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Porto Alegre “Ou diminuímos a circulação de pessoas ou nos encaminhamos para o lockdown”, disse o prefeito de Porto Alegre

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O Prefeito fez um apelo à população. (Foto: Anselmo Cunha/ PMPA)

O prefeito de Porto Alegre, nesta sexta-feira (17), fez mais um apelo em uma live para que diminua a circulação na cidade de Porto Alegre. “Chegamos a um momento em que as estruturas hospitalares de Porto Alegre estão no seu limite”, disse.

Segundo Marchezan, se no mês de março a cidade não tivesse adotado o isolamento social, hoje o sistema de saúde já teria entrado em colapso. “Infelizmente, todas as nossas projeções se confirmam e mostram que as medidas de isolamento adotadas não foram precipitadas”, diz.

Marchezan explicou que a Capital conta com uma boa estrutura hospitalar e reconheceu o esforço das instituições de saúde na ampliação de mais de 200 leitos de UTI nos últimos meses. “Até hoje ninguém ficou sem atendimento adequado, mas os hospitais estão no seu limite de recursos humanos”, diz o prefeito. Ele explica, ainda, que jamais existirá uma oferta de leitos de UTI do tamanho que uma pandemia exige e que “nenhum lugar do mundo conseguiu este controle”, observa.

Segundo o prefeito, no início de junho a rede de saúde registrou uma grande demanda por atendimento de pacientes contaminados e não está mais conseguindo segurar a contaminação. “As medidas restritivas não foram capazes de diminuir a circulação de pessoas. Entendemos que as pessoas estão cansadas psicologicamente e os negócios com suas capacidades no limite, mas cada medida adotada leva 15 dias para ter reflexo”, diz.

No início da tarde desta sexta-feira, dos 748 leitos de UTI em operação em Porto Alegre, 649 (90,14%) estavam ocupados e 259 (34,63%) deles eram por pacientes em tratamento de Covid-19. Até agora, Porto Alegre já destinou 203 leitos de UTI exclusivamente para cuidar de pacientes com coronavírus.

“Qual é o número de empregos que justifica uma vida? Para nós, vale todos os esforços”, disse e acrescentou que cada um deve fazer um esforço individual para contribuir com o coletivo. “Que os nossos líderes empresariais tenham a consciência e a racionalidade que a nossa cidade merece”, avisou.

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