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Mundo A Agência Italiana de Medicamentos liberou testes com raloxifeno para pessoas com sintomas leves do coronavírus

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A droga é usada para combater a osteoporose. (Foto: Reprodução)

A Agência Italiana de Medicamentos (Aifa) liberou nesta terça-feira (27) testes com o medicamento raloxifeno para tratamento de pessoas com sintomas leves da covid-19, informou a Comissão Europeia em nota. A droga é usada para combater a osteoporose.

Segundo o órgão europeu, o medicamento foi identificado como um possível tratamento para a doença através do consórcio Exscalate4CoV, financiado pela União Europeia, que utiliza um supercomputador para identificar quais drogas poderiam ser eficazes contra o coronavírus. Na “biblioteca química” do projeto, estão mais de 500 bilhões de moléculas, sendo que o equipamento consegue analisar as características de três milhões de moléculas por segundo.

O comunicado ressalta que a coordenação do projeto será feita pela biofarmacêutica italiana Dompè e que o remédio contra a osteoporose foi escolhido entre mais de 400 mil drogas já aprovadas para diversos usos clínicos e em um teste específico que avaliou cerca de 10 mil terapias promissoras contra a covid-19.

O estudo clínico deve verificar a segurança e a eficácia do raloxifeno para inibir a replicação do vírus e será realizado no Instituto Lazzaro Spallanzani, de Roma, e no Hospital Humanitas, de Milão. A ideia, segundo a Comissão Europeia, é ampliar os testes para outras instituições italianas e de outros países, podendo envolver até 450 pacientes, que receberão uma cápsula oral do remédio ou de placebo por sete dias.

Assim como ocorre com o raloxifeno, inúmeros outros medicamentos já existentes e usados para outras patologias são testados contra o novo coronavírus. Isso porque, como as drogas já são consideradas seguras para uso humano, elas aceleram o processo de busca por um possível tratamento contra a covid-19.

Estudo encerrado nos EUA

O governo dos Estados Unidos decidiu encerrar prematuramente o estudo de um medicamento da farmacêutica Eli Lilly para covid-19 que estava sendo testado em pessoas hospitalizadas, após o remédio aparentemente não surtir efeito nos pacientes.

Os testes já haviam sido interrompidos há duas semanas, quando reguladores independentes levantaram questionamentos sobre potenciais riscos. Na última segunda (26), porém, o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, que patrocinava o estudo, disse que não foi encontrado nenhum problema de segurança, mas que a chance de a droga ser útil para pacientes hospitalizadas é baixa.

A decisão é considerada um retrocesso para um dos tratamentos mais promissores para o coronavírus. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu uma droga experimental semelhante, fabricada pelo laboratório Regeneron, quando contraiu a covid-19 no início de outubro.

Em um comunicado, a Eli Lilly informou que o governo continua realizando um estudo separado do medicamento em pacientes com sintomas leves a moderados, para tentar prevenir a hospitalização. A empresa também continua seus próprios testes com o remédio.

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