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Mundo Artistas na Itália protestam contra o fechamento de cinemas e teatros para conter a pandemia

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O país é o sexto com mais mortes no mundo e o segundo no continente, atrás apenas do Reino Unido. (Foto: Reprodução)

O mundo da cultura da Itália, desde o grande maestro Riccardo Muti passando pelos cineastas Marco Bellocchio e Nanni Moretti, protestou nesta terça-feira (27) contra as novas restrições de saúde impostas pelo governo para frear o aumento dos casos de coronavírus.

O fechamento das salas de cinema e de teatros decidido por decreto desencadeou um movimento de protesto pacífico por parte de atores, diretores, cantores e intelectuais, que pediram publicamente ao chefe de Governo, Giuseppe Conte, e ao ministro da Cultura, Dario Franceschini, que suspendam a medida.

Entre os manifestantes estão importantes diretores de cinema: Gianni Amelio, Pupi Avati, Marco Bellocchio, Nanni Moretti, Giuliano Montaldo, Paolo Taviani, Enrico Vanzina, Paolo Virzì. Todos estão preocupados com a crise desatada nesse setor após o primeiro confinamento de março e que corre o risco de se agravar com as novas medidas.

As poucas salas de cinema e de concertos que abriram nas distintas cidades da península, assim como os festivais realizados, implementaram dois lugares livres entre os espectadores, a obrigação de reservar a entrada online e o uso de máscara permanente.

“Segundo os últimos estudos, os teatros e as salas de concerto e de cinema estão entre os lugares mais seguros do país. Em virtude disso, não entendemos a lógica com a qual essas atividades foram suspensas”, lamentam os signatários.

O primeiro-ministro respondeu nesta terça com uma carta na qual manifesta seu respeito e admiração por esse setor, explica que “nunca o considerou supérfluo” e que o critério adotado foi o de “reduzir a socialização e as ocasiões de reunião, com o objetivo de diminuir drasticamente o número de contatos pessoais”.

Recorde

Os números da pandemia do coronavírus voltaram a acelerar na Itália e o país registrou nesta terça mais 221 vítimas da pandemia, elevando para 37.700 o número de pessoas que perderam a vida por covid-19 desde fevereiro.

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