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Saúde A Anvisa libera a distribuição pelo governo sem receita especial de remédio à base de cloroquina

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O avanço das pesquisas trouxe evidências mais sólidas de que o remédio não gera melhora nos quadros de pessoas com a doença. (Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou a exigência de receita médica especial para pacientes que recebem medicamentos à base de cloroquina e hidroxicloroquina por meio de programas governamentais. A retirada foi feita por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira.

Para pacientes que adquirem o medicamento em farmácias, ainda vale a regra que exige uma receita especial em duas vias para comprar os produtos.

As substâncias vêm sendo estudadas por cientistas de diversos países do mundo, incluindo o Brasil, para o tratamento da Covid-19, causada pelo novo coronavírus, mas ainda não há resultados categóricos sobre a efetividade delas no tratamento da doença. Além disso, as substâncias estão presentes em medicamentos atualmente distribuídos pela rede pública de saúde para o tratamento de doenças como malária e lupus.

Na semana passada, a Anvisa editou uma resolução que incluía os medicamentos que continham essa duas substâncias no rol dos medicamentos controlados. Com isso, para comprar os remédios, o paciente precisa apresentar uma prescrição médica em duas vias, sendo que uma delas é entregue à farmácia, que precisa armazená-la. Segundo o governo, a medida visa impedir a escassez desses medicamentos em meio à epidemia de Covid-19.

As vendas desses medicamentos em farmácias precisam ser informadas ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados.

A resolução da Anvisa de segunda-feira cria uma exceção para aquelas pessoas que utilizam medicamentos à base dessas substâncias a partir de programas governamentais.

A resolução publicada na segunda-feira também libera as indústrias farmacêuticas de fazerem adequações nas embalagens desses medicamentos, como é exigido para medicamentos controlados.

A Anvisa também aprovou na segunda-feira (23) o registro de três novos testes para diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus. Dos novos testes, dois são moleculares e usam uma técnica conhecida como PCR, que verifica a presença de material genético do vírus em amostras das vias respiratórias de pacientes.

Um terceiro teste aprovado usa uma pequena amostra de sangue para detectar a presença anticorpos contra o vírus — é o popular teste rápido.

Em geral, esse tipo de teste leva entre 10 a 30 minutos para obter resultados. Já os testes com PCR levam em torno de quatro horas (somados outros processos, porém, o prazo sobe para até dois dias).

O grau de precisão, porém, é maior em testes de PCR, porque o corpo demora um tempo para produzir os anticorpos detectados nos testes rápidos. O prazo é de cerca de cinco dias, de acordo com laboratórios que fornecem esse tipo de exame. As informações são dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.

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