Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de março de 2021
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que a vacina anti-covid da AstraZeneca e da Universidade de Oxford continue sendo usada no Brasil, que enfrenta o pior momento da pandemia do novo coronavírus.
O imunizante, bastante utilizado no mundo devido ao baixo custo e à facilidade de manutenção, foi suspenso em diversos países da Europa após o surgimento de casos graves de coagulação sanguínea em pessoas recém-vacinadas.
No entanto, a Anvisa, em linha com os posicionamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da própria Agência Europeia de Medicamentos (EMA), afirmou que a relação benefício-risco da vacina continua positiva.
“A agência concluiu que os dados não apontam alteração no equilíbrio benefício-risco da vacina e recomenda a continuidade do seu uso pela população brasileira”, diz o comunicado da autarquia.
A nota foi divulgada após uma reunião da Anvisa com órgãos regulatórios internacionais e a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.
“A discussão técnica apontou para a necessidade de apresentação de outros dados e o aprofundamento das investigações nos países que invocaram o princípio da precaução para suspender o uso da vacina Oxford/AstraZeneca”, acrescenta o comunicado.
Até o momento, não há evidências de uma relação causa-efeito entre a vacinação e o surgimento de problemas de coagulação sanguínea. No Brasil, segundo a Anvisa, não existem casos de embolia ou trombose relacionados a imunizantes anti-covid.
Já a Fiocruz, que detém os direitos de fabricação da vacina de Oxford/AstraZeneca no Brasil, disse que “aguarda a conclusão das investigações dos casos relatados e reforça os posicionamentos adotados pela Anvisa, EMA e OMS até o momento”, ou seja, em defesa da continuidade do uso do imunizante.
A fundação entregou nesta quarta-feira (17) o primeiro lote de vacinas produzidas no Brasil, totalizando 500 mil unidades. Outras 580 mil doses devem ficar prontas até o fim da semana.
OMS
A OMS disse nesta quarta considerar que os benefícios da vacina contra covid-19 da AstraZeneca são maiores do que potenciais riscos. Por esse motivo, a entidade recomenda que a vacina, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, continue a ser utilizada.
Em comunicado, a OMS disse que alguns países da União Europeia suspenderam temporariamente o uso da vacina da AstraZeneca com base em relatos de que pessoas que a receberam foram acometidas por trombose, mas ressaltou que outras nações do bloco decidiram seguir aplicando o imunizante, após levarem as mesmas informações em consideração.
A OMS também afirmou que é normal países apontarem possíveis efeitos adversos após amplas campanhas de vacinação, mas ressaltou que os eventos não são necessariamente relacionados à imunização, embora investigá-los constitua “uma boa prática”.
A entidade disse ainda que mantém contato constante com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, pela sigla em inglês) e que está cuidadosamente avaliando os últimos dados sobre a segurança da vacina da AstraZeneca. “Assim que a avaliação for concluída, a OMS irá divulgar suas conclusões”, acrescentou.
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