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Por Redação O Sul | 10 de abril de 2019
A aprovação à reforma da Previdência cresceu nos últimos dois anos. A conclusão é de uma pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quarta-feira (10), que apontou que 41% são a favor de mudanças nas regras da aposentadoria. Em abril de 2017, o índice era de 23%.
A rejeição à reforma, por sua vez, caiu. Mas 51% dos brasileiros ainda são contra as alterações nas regras da Previdência. Em abril de 2017, eram 71%. Na época, o texto em discussão era o apresentado pelo governo Michel Temer.
Segundo a pesquisa deste mês, 2% disseram ser indiferentes à reforma e 7% não souberam responder.
A proposta para a nova Previdência foi encaminhada pelo governo ao Congresso e, atualmente, está em análise da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A reforma é a principal agenda de Bolsonaro neste início de gestão. Governo ainda não tem apoio suficiente para aprová-la.
O Datafolha mostrou que a rejeição à reforma é maior entre as mulheres (56%) do que entre os homens (45%). No grupo masculino, há um empate técnico entre favoráveis e contrários (48%) às mudanças apresentadas.
A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou menos. O Datafolha ouviu 2.086 brasileiros com 16 anos ou mais, em 130 municípios em todo o Brasil, em 2 e 3 de abril.
A maior rejeição se verifica entre funcionários públicos, onde o índice chegou a 63%.
Idade mínima
O posicionamento em relação à reforma guarda relação com a opção eleitoral na disputa presidencial em 2018. Entre os que elegeram o presidente Jair Bolsonaro, 55% são a favor da reforma e 36% contra. Entre os eleitores de Fernando Haddad (PT) ou branco ou nulo, 72% se dizem contra a mudança nas regras.
No quesito renda familiar, o maior apoio à reforma está os brasileiros mais ricos (com ganhos acima de dez salários mínimos. Neste grupo, a aprovação de uma nova Previdência foi de 50%; 47% foram contra.
A pesquisa mostrou que a adoção de uma idade mínima para a aposentadoria ainda enfrenta muita resistência. No caso da idade mínima para mulheres, 65% são contra. Em relação à idade mínima para homens, 53% reprovam a proposta.
Por outro lado, tornar mais rigorosa a regra para a aposentadoria de servidores públicos é apoiada por 74%.
Deputados
Uma pesquisa do Grupo XP com 201 deputados federais, ouvidos entre os dias 26 de março e 4 de abril, mostrou que 52% deles acreditam na aprovação da reforma da Previdência ainda neste ano, mas apenas 7% concorda com o projeto apresentado pelo governo.
Para 76% dos deputados ouvidos, a aprovação reforma da Previdência é necessária. E 68% deles acreditam que ela irá melhorar a perspectiva para a economia brasileira, contra 27% que acham que não e 4% que não soube responder.
No entanto, a proposta enviada pelo governo Bolsonaro ao congresso é criticada pelos deputados. Apenas 7% deles concorda com ela e 25% discorda totalmente, enquanto 2% não souberam responder. A maioria dos parlamentares consultados defende mudanças na reforma proposta, sendo que 42% quer algumas alterações e 23% acreditam que o texto precisa de muitas alterações.
A principal crítica é quanto as mudanças no Benefício de Prestação Continuada, que precisa ser alterado para 76% dos deputados.
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