Sábado, 08 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 10 de abril de 2019
Um evento em Porto Alegre, na manhã dessa quarta-feira, oficializou o início da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe em 2019. Reunidos no Centro de Saúde Modelo de Porto Alegre (esquina da rua Jerônimo de Ornelas com avenida João Pessoa, no bairro Santana), o governador Eduardo Leite, o prefeito Nelson Marchezan Júnior e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, acompanharam de perto a aplicação das primeiras doses.
A mobilização se estende pelos meses de abril e maio em todo o País. No Rio Grande do Sul, até o dia 18 serão imunizadas as gestantes e as crianças de 6 meses a 6 anos incompletos. Em seguida, começarão a ser atendidos outros grupos prioritários (crianças, gestantes, idosos, índios, mães até 45 dias após o parto, professores, pessoas com comorbidades e trabalhadores da área da saúde).
O objetivo é contemplar cerca de 3,7 milhões de gaúchos. “Vacinar é um direito das crianças e um dever dos pais e responsáveis”, ressaltou o titular do Ministério. De acordo com Marchezan, nos últimos anos a capital gaúcha reduziu o índice de vacinação, acompanhando uma tendência nacional. “Queremos fortalecer a rede básica de saúde e melhorar esses números”, ressaltou.
Eduardo Leite, por sua vez, pediu que os adultos levem as crianças aos postos de saúde e prometeu quitar a dívida do Estado com hospitais (R$ 480 milhões) e municípios (R$ 600 milhões) na área da Saúde. “Os municípios não recebiam desde junho e os hospitais não recebiam desde setembro”, declarou.
Ele também entregou ao ministro um documento solicitando recursos mensais do governo federal para custear a integralidade da produção de serviços de média e alta complexidade prestados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pois os repasses do Fundo Nacional de Saúde não contemplam todos os atendimentos e procedimentos da rede gaúcha.
Já Luiz Henrique Mandetta anunciou duas portarias federais que devem garantir R$ 17,3 milhões em recursos para habilitações de serviços que beneficiam hospitais e municípios do Rio Grande do Sul. Além de Porto Alegre, a medida contempla Viamão, Esteio, Novo Hamburgo, Arvorezinha, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Caxias do Sul, Rio Grande e Três de Maio.
Preocupação nacional
De 1º de janeiro a 23 de março, foram registrados 255 casos de infecção pelo vírus influenza em todo o território nacional, com 55 mortes. O subtipo predominante é A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O Amazonas apresenta a situação mais preocupante, com 118 notificações e 33 vítimas que não resistiram à doença – motivo pelo qual a campanha de vacinação começou mais cedo (em março) nesse Estado da Região Norte.
No Rio Grande do Sul, foram aplicadas 3,61 milhões de doses no ano passado e registrados 623 casos, com 98 mortes (mais que o dobro do verificado em 2017). Em 85% dos casos fatais, as vítimas pertenciam a grupos de risco e apenas 18% delas haviam sido imunizadas. Por se tratar de uma Região brasileira onde o inverno é mais rigoroso, o Ministério da Saúde cogita a ideia de antecipar para março a campanha também no Sul do País.
(Marcello Campos)
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