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Rio Grande do Sul A arrecadação de ICMS e outros indicadores econômicos tiveram desempenho positivo no Rio Grande do Sul em março

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Aporte será distribuídos às administrações municipais e deve ser distribuído em quatro eixos principais. (Foto: Agência Brasil)

Produzida pela Receita Estadual, a nova edição do boletim sobre os impactos da pandemia nas movimentações econômicas dos contribuintes de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) destaca o desempenho positivo na arrecadação do tributo e nos principais indicadores econômico-fiscais do Rio Grande do Sul em março.

O balanço considera a variação frente a períodos equivalentes do ano anterior. “Dessa forma, esse é o primeiro boletim em que as variações interanuais são calculadas tendo como base meses já afetados pelas medidas de combate à pandemia, iniciadas em 16 de março de 2020”, ressalta o Palácio Piratini.

A arrecadação de ICMS indicou o oitavo mês consecutivo de variações positivas. Em março de 2021, o resultado de R$ 3,36 bilhões foi 9,5% (R$ 290 milhões) superior ao mesmo mês no ano passado. Com isso, a arrecadação acumulada em 2021 é de R$ 10,4 bilhões, aumento de R$ 502 milhões em relação ao período equivalente anterior (5,1%).

Na visão dos últimos 12 meses, a arrecadação total é de R$ 38,67 bilhões – queda de R$ 967 milhões frente aos 12 meses imediatamente anteriores (-2,4%). No que se refere à arrecadação por setores, conforme os Grupos Especializados Setoriais da Receita Estadual, dez segmentos apresentaram variação positiva no indicador em março de 2021.

Os melhores resultados percentuais foram verificados nos segmentos Metalmecânico (92,8%), Polímeros (78,4%) e Móveis e Materiais de Construção (31,5%). As maiores quedas foram verificadas nos ramos de Calçados e Vestuário (-24,8%), Bebidas (-22,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (-13,6%).

Outro indicador positivo no mês foi a emissão de notas eletrônicas (Nota Fiscal Eletrônica + Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica), que registrou variação positiva pelo décimo mês consecutivo frente a períodos equivalentes do ano anterior.

O resultado em março de 2021 foi de 31,8%, melhor índice mensal desde o início das análises, corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), influenciado pelo desempenho da indústria e pela base comparativa bastante reduzida. O pior resultado do indicador ocorreu em abril de 2020 (-16,7%). No acumulado do período da crise (16/3/20 a 31/3/21), o indicador agora acumula ganho de 7,1%.

No quesito “vendas por atividade”, a Indústria, o Atacado e o Varejo registraram variações positivas ao longo do mês (frente a março de 2020). Os desempenhos foram, respectivamente, de 39%, 32,3% e 17,5%, consistindo nos melhores resultados comparativos para as três atividades.

Com isso, os indicadores acumulados desde o início das medidas de quarentena (16 de março de 2020 a 31 de março de 2021) agora são de 11,3%, 6,5% e 0,2%. Essa também é a primeira vez que as três atividades computam variações positivas acumuladas ao final de um mês.

Indústria

Em seu décimo mês consecutivo positivo, a Indústria computou variação de 39% em março, após variar 19,2% em janeiro e 33,1% em fevereiro. As áreas Metalmecânica, Agroindústria, Plásticos e Combustíveis foram as principais responsáveis pela influência no resultado expressivo da atividade.

Dentre os 19 setores industriais selecionados para análise, apenas dois não apresentaram variação positiva comparando o último mês com o mesmo período do ano anterior. A média de variação identificada para os setores “ganhadores” em março foi de 48,7%, enquanto a média dos setores com variação negativa foi de -5,4%.

Atacado e varejo

Em março, o Atacado apresentou variação mensal de 32,3% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, após ter apresentado ganhos de 10,1% em janeiro e 26,5% em fevereiro. As principais influências positivas para a performance do indicador foram os desempenhos da área Metalmecânica (80,3%) e Alimentos (16,1%).

Apesar dos protocolos de bandeira preta em todo o Estado desde 27 de fevereiro de 2021, os níveis de vendas da atividade varejista se mantiveram em patamares positivos na maioria dos setores. Os segmentos cuja variação positiva teve maior participação no impacto da atividade Varejista foram de Material de Construção (55,2%) e Veículos (41,7%).

Além disso, apresentaram variações positivas relevantes os setores de Móveis (52,4%), Lojas de Departamento e Magazines (34,4%), Eletroeletrônicos (22,0%). Os varejistas de Cosméticos (-15,9%) e Vestuário (-16,6%) continuam registrando queda.

(Marcello Campos)

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