Segunda-feira, 08 de Março de 2021

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Brasil A AstraZeneca oferece mais doses da vacina vindas da Índia

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AstraZeneca confirmou que "atualmente, há estudos em andamento para avaliar a resposta imune" da vacina à variante P.1. (Foto: Reprodução)

A AstraZeneca, laboratório responsável pelo desenvolvimento da vacina de Oxford, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), percebendo o mal-estar causado pela demora no envio de 2 milhões de doses de seu imunizante provenientes da Índia, está trabalhando para disponibilizar mais doses ao Brasil. As doses também viriam de parceiros do laboratório no país asiático.

As negociações, que estão sendo feitas entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, ainda estão em estágio inicial, conforme relatou ao “Radar Econômico”, da revista Veja, um parceiro brasileiro privado da iniciativa para a produção da vacina no País.

Segundo esta fonte, o volume chegaria a 16 milhões de doses e poderia estar disponível em meados de fevereiro. A revista Veja apurou, junto à AstraZeneca, que não há um volume fechado, mas que, sim, o laboratório está entrando em contato com seus parceiros indianos para exportá-las ao Brasil.

Argentina

A Argentina fechou na terça-feira (19) um acordo com a AstraZeneca para fabricar o insumo e produzir vacinas de Oxford. A ideia é que pelo menos 200 milhões de doses sejam exportadas para países da América Latina. Segundo o acordo, o Brasil não será contemplado.

O princípio ativo da vacina AstraZeneca/Oxford é produzido na Argentina pelo centro de biotecnologia mAbxience e será estabilizado e embalado no México pelo laboratório Liomont.

A Argentina aprovou o uso emergencial da vacina em 30 de dezembro, na mesma data em que o imunizante recebeu o aval das autoridades de saúde no Reino Unido.

Em 7 de novembro, a AstraZeneca firmou acordo com o país sul-americano para assegurar o fornecimento de 22,4 milhões de doses de sua vacina ao longo do primeiro semestre de 2021. O processo de autorização junto à Anmat ( Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica, órgão vinculado ao Ministério da Saúde) havia se iniciado um mês antes, em 5 de outubro.

Até aqui, o Ministério da Saúde argentino havia autorizado o uso de duas vacinas contra a covid-19 no país: a russa Sputnik V (que já começou a ser distribuída entre profissionais de saúde) e a da Pfizer/BioNTech.

De acordo com informações do ministério, a vacinação em massa só deve ocorrer efetivamente a partir de março em todo o país vizinho.

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